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PF avança na Operação Heritage e bloqueia bens de famílias investigadas; confira os nomes

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A Polícia Federal ampliou o alcance da Operação Heritage ao determinar o bloqueio de bens de 61 pessoas físicas e jurídicas investigadas por suposta participação em um esquema que teria causado prejuízo de R$ 308,1 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso. A decisão foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação que apura um acordo firmado entre o Governo do Estado e a operadora Oi S.A.

Entre os alvos das medidas cautelares estão integrantes das famílias Mendes, Carvalho e Garcia, além de empresários, advogados, fundos de investimento, empresas do setor de energia e escritórios de advocacia. Também figuram na decisão a ex-primeira-dama Virginia Mendes e familiares, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho Júnior e pessoas ligadas ao núcleo empresarial investigado.

Segundo a decisão, a Polícia Federal investiga a existência de uma estrutura financeira criada para viabilizar a circulação, ocultação e possível lavagem de recursos públicos por meio de fundos de investimento, participações societárias e operações financeiras complexas.

O bloqueio patrimonial foi determinado de forma solidária até o limite de R$ 308.123.595,50, valor correspondente ao acordo investigado, com atualização pela taxa Selic desde novembro de 2024, quando ocorreu o último pagamento relacionado ao ajuste sob apuração.

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Crimes investigados

A investigação apura supostos crimes de:

  • Peculato;
  • Lavagem de dinheiro;
  • Organização criminosa;
  • Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional;
  • Uso de informação privilegiada (insider trading).

De acordo com a Polícia Federal, o objetivo das medidas cautelares é preservar eventual ressarcimento ao erário e impedir movimentações patrimoniais que possam dificultar futuras decisões judiciais.

Famílias influentes entre os alvos

A lista de investigados evidencia a presença de nomes ligados a alguns dos grupos políticos e empresariais mais influentes de Mato Grosso.

Entre eles aparecem:

  • Virginia Raquel Taveira e Silva Mendes Ferreira;
  • Mauro Mendes Ferreira;
  • Luís Antônio Taveira Mendes;
  • Mauro Carvalho Júnior;
  • Fábio Paulino Garcia;
  • Fernando Robério de Borges Garcia;
  • Laura Paulino Garcia;
  • além de diversas empresas, fundos de investimento e escritórios de advocacia.

Também foram atingidas empresas dos setores de energia, mineração, hotelaria e investimentos, além de fundos de crédito privado e participações empresariais.

Buscas atingem empresas, escritórios e órgãos públicos

Além do bloqueio de bens, a Operação Heritage cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

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As diligências ocorreram em empresas de gestão de recursos, fundos de investimentos, escritórios de advocacia, comercializadoras de energia e até na Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso.

Segundo a decisão judicial, a finalidade é recolher documentos, contratos, registros financeiros e equipamentos eletrônicos que possam esclarecer a dinâmica das operações investigadas.

Medidas não significam condenação

Na decisão, o ministro Flávio Dino ressalta que as buscas e o bloqueio de bens possuem natureza cautelar e não representam conclusão sobre culpa ou responsabilidade criminal dos investigados.

O magistrado afirma que, nesta fase, existem indícios considerados suficientes para justificar a adoção das medidas destinadas à preservação das provas e ao avanço das investigações.

A Operação Heritage segue em andamento e novas diligências poderão ser realizadas conforme o material apreendido seja analisado pela Polícia Federal. Caso sejam confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa e delitos contra o sistema financeiro nacional.

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