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PL entra em rota de colisão em MT e Wellington articula expulsão de prefeitos que apoiam Pivetta

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A disputa interna no Partido Liberal (PL) em Mato Grosso ganhou novos capítulos e ameaça provocar uma das maiores crises da legenda no Estado. O senador Wellington Fagundes (PL) articula, junto ao presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, a expulsão de prefeitos que declararam apoio ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Entre os nomes que estariam na mira da direção partidária estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL); o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL); o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia (PL); e o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic (PL).

A movimentação ocorre em meio ao agravamento da crise interna provocada pelo acordo político que colocou Wellington Fagundes no mesmo palanque da deputada estadual Janaina Riva (MDB), rompendo um entendimento anteriormente firmado com o senador José Medeiros (PL).

Nos bastidores, fontes ligadas à legenda afirmam que a relação de lideranças que poderão responder por infidelidade partidária já teria sido elaborada. Apesar disso, integrantes do partido lembram que ameaças semelhantes já foram feitas em outras ocasiões, sem que qualquer punição fosse efetivamente aplicada.

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Acordo previa neutralidade, mas proibia ataques públicos

Segundo apuração, o entendimento firmado entre Wellington Fagundes e Valdemar da Costa Neto estabelecia que filiados não seriam obrigados a apoiar a candidatura do senador, porém não poderiam fazer críticas públicas à sua campanha.

Na avaliação da direção partidária, esse limite foi ultrapassado pelos prefeitos que passaram a defender abertamente o projeto político de Otaviano Pivetta e rejeitaram qualquer aproximação com o MDB.

Abilio desafia o partido

O posicionamento mais contundente veio do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que afirmou preferir ser expulso do PL a apoiar um grupo político ligado ao MDB.

“Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT, por fidelidade partidária, tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou me expulsa. Com PT e MDB eu não vou”, publicou nas redes sociais.

A declaração repercutiu entre lideranças do partido e aprofundou o racha interno.

Cláudio Ferreira reforça críticas ao MDB

O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, também reafirmou apoio a Pivetta e endossou o discurso de Abilio, destacando que sua eleição representou o fim de décadas de influência do MDB no município.

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Em publicação nas redes sociais, Cláudio afirmou que não concorda com o projeto político liderado pelo MDB em Mato Grosso e lembrou que derrotou um grupo que, segundo ele, comandou Rondonópolis por mais de 40 anos.

Samantha Íris e José Medeiros entram no radar

Durante as discussões internas, também foi cogitada a retirada da candidatura da vereadora Samantha Íris (PL). A proposta, porém, acabou descartada diante da avaliação de que a medida poderia enfraquecer a chapa do partido para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

Outro nome que pode ser alvo das articulações é o do senador José Medeiros (PL), embora ele ainda conte com respaldo de importantes lideranças nacionais da legenda.

Crise pode impactar eleições de 2026

O embate evidencia o aprofundamento das divisões internas do PL em Mato Grosso às vésperas das eleições de 2026. De um lado, Wellington Fagundes busca consolidar sua candidatura ao Governo do Estado. De outro, prefeitos da própria legenda demonstram alinhamento com o projeto de reeleição de Otaviano Pivetta, abrindo uma disputa que pode redesenhar o cenário político estadual nos próximos meses.

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