Mato Grosso alcançou, neste domingo (2), a marca de R$ 35 bilhões em arrecadação de tributos, atingindo o volume com oito dias de antecedência em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, confirma a aceleração da atividade econômica no estado e reforça o crescimento das receitas públicas.
De acordo com análise do Instituto de Pesquisa da Federação (IPF-MT), o avanço da arrecadação é impulsionado pela combinação entre o aquecimento da economia, a inflação de produtos e serviços e o aumento da arrecadação de tributos incidentes sobre o consumo e a renda.
Embora Mato Grosso não esteja entre os estados com maior volume absoluto de arrecadação do país, o estado já responde por 1,25% dos R$ 2,4 trilhões arrecadados nacionalmente até o início de agosto.
O presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves, destacou que o crescimento da arrecadação demonstra a força da economia mato-grossense, mas defendeu a adoção de políticas públicas voltadas à liberdade econômica e à competitividade.
“A evolução da arrecadação tributária reforça que o aquecimento da economia amplia as receitas governamentais, mas também evidencia a importância de políticas que preservem a competitividade das empresas e o poder de compra das famílias”, afirmou.
Cuiabá lidera arrecadação entre os municípios
No ranking das cidades, Cuiabá aparece na liderança, com mais de R$ 728,7 milhões arrecadados. Em seguida estão:
- Rondonópolis – R$ 196,6 milhões;
- Sinop – R$ 147,2 milhões;
- Várzea Grande – R$ 103,9 milhões;
- Sorriso – R$ 80,2 milhões;
- Lucas do Rio Verde – R$ 78,1 milhões.
Segundo Sebastião Gonçalves, a concentração da arrecadação nesses municípios reflete a força dos principais polos produtivos, industriais e comerciais de Mato Grosso.
ICMS segue como principal fonte estadual
Entre os tributos que mais contribuem para a arrecadação, o Imposto de Renda e a Previdência Social lideram na esfera federal. No âmbito estadual, o destaque continua sendo o ICMS, principal imposto arrecadado pelo governo de Mato Grosso. Já nos municípios, ISS e IPTU representam as maiores fontes de receita.
O desempenho reforça a importância da atividade econômica mato-grossense para a geração de receitas públicas e sinaliza um ritmo de crescimento superior ao registrado nos últimos anos, segundo os dados do Impostômetro da Fecomércio-MT.






















