A escolha do ex-secretário-chefe da Casa Civil, Fabinho Garcia, como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) adiciona um novo foco de desgaste político ao projeto do grupo governista em Mato Grosso. O nome de Garcia volta ao centro do debate em razão das investigações relacionadas ao acordo firmado entre o Governo do Estado e a operadora Oi, caso que está sob análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ) após representação apresentada pelo ex-governador Pedro Taques.
O chamado “escândalo da Oi” ganhou repercussão nacional após denúncias apontarem supostas irregularidades na destinação de recursos provenientes do acordo celebrado entre o Estado e a empresa de telefonia. Segundo a representação encaminhada ao STJ, parte dos valores teria sido movimentada por meio de fundos de investimento administrados pelo Banco Master, com posterior direcionamento para empresas ligadas a Fabinho Garcia e familiares do governador Mauro Mendes (União Brasil).
As acusações ainda são objeto de investigação e, até o momento, não há decisão judicial definitiva que comprove a prática de irregularidades pelos citados. O caso segue em tramitação e poderá ter novos desdobramentos conforme o avanço das apurações.
Escolha amplia desgaste político
Nos bastidores, a indicação de Fabinho Garcia para compor a chapa de Pivetta é vista por adversários como um fator que poderá ser explorado durante a campanha eleitoral. A oposição pretende utilizar as investigações envolvendo o acordo da Oi como um dos principais temas para questionar o grupo político liderado por Mauro Mendes, que apoia a candidatura de Pivetta ao governo estadual.
Além da proximidade política com o atual governador, Fabinho Garcia ocupou cargos estratégicos na administração estadual e é considerado um dos principais articuladores do grupo governista.
Denúncia apresentada por Pedro Taques
A representação que deu origem às investigações foi protocolada pelo ex-governador Pedro Taques. No documento, são apontadas suspeitas sobre a forma como recursos públicos oriundos do acordo judicial com a operadora Oi teriam sido aplicados e movimentados por meio de estruturas financeiras.
As acusações envolvem supostos favorecimentos e operações financeiras que beneficiariam empresas ligadas a pessoas próximas ao núcleo político do governo estadual. Os investigados negam qualquer irregularidade.
Oposição deve explorar caso na campanha
Com a oficialização de Fabinho Garcia como companheiro de chapa de Otaviano Pivetta, a expectativa é de que o caso passe a ocupar espaço relevante no debate eleitoral.
Adversários avaliam que as investigações poderão gerar desgaste para a candidatura governista, sobretudo se houver novos desdobramentos durante o período da campanha. Já aliados de Pivetta sustentam que não existe condenação contra Fabinho Garcia e afirmam que o processo ainda está em fase de apuração.
A tendência é que o chamado “caso Oi” se transforme em um dos temas centrais da disputa pelo Palácio Paiaguás, colocando sob os holofotes um dos principais nomes da chapa apoiada pelo atual governador Mauro Mendes.
Nota: Como se trata de investigações em andamento, é importante destacar que as acusações ainda estão sendo apuradas pelas autoridades competentes e que os citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.





















