Dinheiro Público

Prefeita aumenta número de servidores em cargos comissionados em meio à crise de saúde

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Em meio à grave crise de saúde que afeta a cidade, com unidades de saúde lotadas, falta de leitos de UTI para crianças e dificuldades financeiras, a prefeita Adriane Lopes (PP) tem aumentado o número de servidores em cargos comissionados e negociado reajustes salariais expressivos.

De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Administração e Inovação, em abril deste ano, a prefeitura contava com 1.475 funcionários em cargos de confiança, um aumento de 5% em relação a março de 2023, quando havia 1.404 cargos ocupados. A legislação municipal permite a nomeação de até 1.720 cargos, e atualmente, há ainda 245 vagas vagando, principalmente de assessor governamental nível IV, com salário de aproximadamente R$ 2.398,68.

O relatório aponta que, das 562 vagas previstas na legislação, 344 já estão ocupadas, e há possibilidade de nomear mais 218 servidores neste nível. Além disso, cargos de secretário executivo e assessor especial também apresentam vagas disponíveis, enquanto na área de tecnologia, sete vagas permanecem abertas.

Paralelamente ao aumento no número de cargos, a prefeita negociou um reajuste salarial de 66% para ela própria, elevando seu salário de R$ 21.263,62 para R$ 35.462,27, o que deve impactar em R$ 296,6 milhões nos próximos quatro anos. O aumento foi aprovado em acordo com a Câmara Municipal, mesmo diante da crise financeira que assola a cidade.

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Outros cargos de destaque também tiveram reajustes expressivos: a vice-prefeita Camilla Nascimento de Oliveira (Avante) teve aumento de 100%, passando de R$ 15.947 para R$ 31.915,80, enquanto os secretários municipais receberam reajuste de 159%, de R$ 11.619,70 para R$ 30.142,70.

Enquanto esses reajustes e contratações continuam, a situação na saúde pública de Campo Grande permanece crítica. A Santa Casa de Campo Grande, que atende parte da população, cobra R$ 46,3 milhões e enfrenta dificuldades para quitar dívidas, além de não conseguir atender a demanda crescente por leitos de UTI, especialmente para crianças. No último fim de semana, uma criança morreu devido à falha no atendimento hospitalar, evidenciando a gravidade da crise.

Especialistas e moradores questionam a prioridade da administração, que aumenta gastos com servidores e salários enquanto a população sofre com a falta de medicamentos, leitos e atendimento adequado na saúde pública.

Fique atento às próximas notícias e acompanhe os desdobramentos dessa situação que afeta diretamente a vida dos cidadãos de Campo Grande.

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