Valor milionário será pago ao BR TEC por estudo e assessoria sobre gestão da folha salarial dos servidores municipais.
A Prefeitura de Três Lagoas autorizou a contratação, sem licitação, do Instituto Brasileiro de Tecnologia, Empreendedorismo e Gestão (BR TEC) para realizar um estudo sobre a folha de pagamento dos servidores municipais. O contrato, no valor de R$ 2,1 milhões, foi publicado no Diário Oficial da Assomasul na última quarta-feira (3).
Segundo o extrato da contratação, o BR TEC será responsável pela elaboração de um estudo de viabilidade econômico-financeira da folha de pagamento dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do município. O trabalho também inclui assessoramento técnico para subsidiar a estruturação do processo de contratação de uma instituição financeira que ficará responsável pela gestão da folha salarial.
O contrato terá vigência de seis meses.
A administração municipal justificou a contratação direta por meio de dispensa de licitação, alegando que a proposta apresentada pelo instituto foi a de menor preço no âmbito do Processo Licitatório nº 095/2026.
O valor da contratação, entretanto, chama atenção. Os R$ 2,1 milhões serão destinados exclusivamente à realização de estudos e consultorias técnicas relacionadas à gestão da folha de pagamento, uma das principais despesas da administração pública.
O Instituto Brasileiro de Tecnologia, Empreendedorismo e Gestão (BR TEC) já atuou em outras prefeituras de Mato Grosso do Sul, prestando serviços de consultoria e assessoramento voltados à modernização da gestão pública e à estruturação de projetos administrativos.
A contratação ocorre em um momento em que diversos municípios buscam renegociar contratos de gestão da folha salarial com instituições financeiras. Esses contratos costumam envolver cifras milionárias, uma vez que os bancos disputam o direito de administrar o pagamento dos servidores públicos, operação considerada estratégica para o setor financeiro.
Apesar da justificativa apresentada pela prefeitura, a contratação sem licitação e o montante destinado ao estudo podem gerar questionamentos sobre a relação custo-benefício do serviço, especialmente diante das limitações orçamentárias enfrentadas pelos municípios.
Até o momento, a Prefeitura de Três Lagoas não detalhou publicamente os critérios utilizados para a composição do valor contratado nem quais entregas específicas serão produzidas pelo instituto ao longo dos seis meses de vigência do contrato.




















