A recente discussão nacional sobre o aborto legal em meninas menores de 14 anos vítimas de estupro reacendeu um dos debates mais sensíveis da sociedade brasileira. Independentemente da posição de cada cidadão, chama atenção o silêncio dos representantes de Mato Grosso do Sul no Senado Federal.
Em um tema que envolve valores éticos, direitos fundamentais, proteção à infância, saúde pública e garantias constitucionais, a população tem o direito de conhecer o posicionamento de seus senadores. Mais do que concordar ou discordar de determinada medida, trata-se de transparência, responsabilidade política e respeito ao eleitor. O mandato parlamentar exige não apenas votar, mas também prestar contas à sociedade sobre as razões de cada decisão.
Os cidadãos de Mato Grosso do Sul têm o direito de perguntar:
* Qual é a posição dos senadores sobre a proteção da vida?
* Qual é a posição sobre os direitos das vítimas de violência sexual?
* Como avaliam a legislação atual?
* Quais medidas defendem para prevenir a violência contra crianças e adolescentes?
* Que propostas apresentam para fortalecer a rede de proteção às vítimas?
A democracia exige diálogo, e o silêncio em temas de grande relevância nacional gera dúvidas e enfraquece a representatividade. Por isso, é legítimo que a sociedade cobre manifestações públicas, transparentes e fundamentadas de seus senadores. Mais do que uma questão partidária ou ideológica, trata-se de compromisso com a população. Diante da ausência de posicionamento, surge uma pergunta inevitável: como esses parlamentares pretendem pedir votos nesta campanha sem esclarecer sua atuação em um debate tão relevante? O eleitor não espera unanimidade, mas clareza e participação nos temas que impactam o futuro do país.






















