Um mês após o incêndio que destruiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, a Prefeitura reconheceu que o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 14,9 milhões. Apesar da confirmação do valor das perdas, a administração municipal ainda não esclareceu quando os estudantes da rede pública receberão as apostilas do terceiro e do quarto bimestres nem detalhou a extensão dos danos ao material didático.
As informações foram divulgadas pelo VG Notícias, após resposta encaminhada pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL). Segundo a pasta, um levantamento técnico apontou que a maior perda foi justamente o Sistema de Ensino, composto pelos materiais didáticos destinados aos alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental que seriam utilizados no segundo semestre letivo de 2026.
Em nota, a Secretaria informou que está reorganizando os serviços e buscando alternativas para recompor, de forma gradual e conforme a disponibilidade orçamentária, os materiais e equipamentos destruídos pelo incêndio, com o objetivo de garantir a continuidade do atendimento às unidades escolares.
Entretanto, conforme destacou o VG Notícias, a resposta não esclarece como os estudantes estão tendo acesso ao conteúdo pedagógico sem as apostilas, tampouco apresenta previsão para a entrega de novos materiais.
Outro questionamento feito pelo portal dizia respeito às negociações com a empresa responsável pelo Sistema Maxi, fornecedora das apostilas, para a reposição do material perdido. A reportagem também solicitou informações sobre prazos, custos da reposição e a definição das responsabilidades pelo prejuízo. Segundo o veículo, a Secretaria não respondeu a essas perguntas.
Além disso, permanece sem detalhamento a composição do prejuízo de R$ 14,9 milhões. Embora a Prefeitura tenha informado o valor global das perdas, não revelou quantos exemplares de livros foram destruídos nem quanto desse montante corresponde exclusivamente ao material didático.
Ainda de acordo com o VG Notícias, a reportagem questionou se o almoxarifado possuía inventário atualizado dos materiais armazenados, se o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) sobre as causas do incêndio já foi concluído, se a Secretaria recebeu autorização para retornar ao imóvel e quais outros equipamentos, documentos e bens públicos foram destruídos. Nenhum desses questionamentos foi respondido.
O incêndio ocorreu na noite de 17 de junho, atingindo o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação, onde funcionavam o Centro de Distribuição da Merenda Escolar e o Almoxarifado Central. Entre os materiais consumidos pelas chamas estavam as apostilas do Sistema Maxi destinadas ao terceiro e ao quarto bimestres, que seriam distribuídas aos alunos da rede municipal no segundo semestre deste ano.
Passados 30 dias do incidente, a Prefeitura admite o prejuízo milionário ao patrimônio público, mas ainda não apresenta respostas sobre a reposição do material didático, a dimensão exata das perdas e as medidas efetivas para evitar prejuízos ao processo de aprendizagem dos estudantes.






















