A Santa Casa de Campo Grande, maior hospital do Estado de Mato Grosso do Sul, vive um momento difícil. Além de uma crise financeira que afeta seus serviços, o hospital também enfrenta um problema sério de superlotação. Relatórios recentes mostram que alguns setores estão recebendo até 557% mais pacientes do que a capacidade prevista, o que agrava ainda mais a situação. Essa superlotação tem sido alvo de investigações pelo Ministério Público de MS, especialmente no pronto-socorro, que está sobrecarregado.
Em meio a esse cenário complicado, a mantenedora do hospital, a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG), enviou um relatório à 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, detalhando a crise em todos os setores do hospital.

Enquanto isso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul está seguindo com seus planos de investimento. Mesmo com os problemas na saúde pública, a Casa de Leis vai gastar mais de 34 milhões de reais na construção de um novo estacionamento. O projeto prevê a ampliação do número de vagas, incluindo um estacionamento vertical para automóveis e motocicletas. A obra, assinada pelo primeiro secretário do legislativo, Paulo Corrêa, com a Concrelaje Indústria de Pré-fabricados, tinha previsão de conclusão em 12 meses, mas agora deve ficar pronta só no final deste ano.
O presidente da Assembleia, deputado Gerson Claro, destacou que a iniciativa busca preservar o meio ambiente, integrando o estacionamento ao refeitório, com árvores ao redor, criando um ambiente agradável para refeições ao ar livre. Além do estacionamento, há planos para construir um “novo palácio” que ampliará o tamanho do plenário, embora os detalhes do investimento ainda não tenham sido divulgados.
Enquanto o hospital enfrenta dificuldades, a questão do investimento em infraestrutura na Assembleia levanta debates sobre prioridades na gestão pública.






















