Enquanto nomes como Rosana Leite, Darci Caldo, Sandro Benites, Valdir Gomes, Marcia Hokama, Andrea Rocha e Marcelo Miglioli são constantemente cobrados pela paralisia da atual gestão municipal de Campo Grande, uma figura-chave segue protegida pelo silêncio: André Brandão, secretário municipal de Licitações e Contratos (SELC).
Num cenário marcado por falta de medicamentos, interrupção de serviços, ausência de iluminação pública em diversas regiões da cidade, contratos encerrados e não renovados, além de reconhecimentos de dívida considerados infundados ou mal fundamentados, a omissão da SELC salta aos olhos. Ainda assim, a responsabilidade sobre essa área vital parece intocável.
Relatos internos indicam que a SELC deixou de atuar como um órgão técnico e estratégico da administração pública. Em vez disso, funciona sob forte influência pessoal e familiar ligada ao núcleo da gestão, onde tudo precisa passar pelo crivo informal de figuras externas ao organograma oficial – mas com mais poder do que o próprio secretário.
Por que ninguém fala de André Brandão?
A cidade enfrenta o colapso silencioso de sua capacidade administrativa, e a falta de transparência nas contratações tem impactos diretos na vida da população. Em meio a essa crise, a SELC opera com lentidão, omissão e favorecimento – elementos que comprometem tanto a legalidade quanto a eficiência da máquina pública.
Além disso, chama atenção o vínculo familiar do secretário com figuras que orbitam a cúpula política da Prefeitura. Sua esposa, por exemplo, ocupa cargo comissionado na Assembleia Legislativa, no gabinete de quem hoje é tido como verdadeiro orientador dos rumos da SELC.
Se há uma engrenagem emperrada que trava contratos, paralisa serviços e põe em risco a prestação de políticas públicas em Campo Grande, ela atende pelo nome de Secretaria Municipal de Licitações e Contratos. E a sua condução não pode mais escapar da fiscalização pública.
A gestão tem muitos desafios. Mas a ineficiência nas compras públicas, a omissão nas renovações contratuais e o uso político da estrutura de licitações representam um ponto crítico que precisa ser enfrentado. A responsabilidade, neste caso, tem nome, cargo e função: André Brandão.
























