Um protesto realizado na manhã deste domingo (3) em Campo Grande revelou tensões internas e divisões no cenário político de Mato Grosso do Sul, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, promovido por bolsonaristas, também expôs o descontentamento com a aliança do Partido Liberal (PL) com o PSDB para as eleições de 2024.
Polêmicas e manifestações durante o protesto
Durante a manifestação, o deputado federal Marcos Pollon (PL) foi barrado ao tentar subir em um trio elétrico. Após negociações, conseguiu entrar, mas demonstrou contrariedade com a situação. Em discurso inflamado, Pollon afirmou que o partido “entregou o PL para a porcaria do PSDB” e chamou os envolvidos de “canalhas”. A fala foi reforçada por apoiadores nas redes sociais, que apoiaram sua postura. “Justamente pra não dar palco pra PL/PSDB eu resolvi não ir!” e “Corretíssimo” foram alguns comentários de apoiadores.
Críticas à aliança e ao cenário político
O protesto também trouxe à tona o racha entre os apoiadores mais radicais de Bolsonaro e a direção do partido. Uma parte do grupo, insatisfeita com a decisão do PL de retirar candidaturas próprias nas eleições municipais de 2024 e apoiar o tucano Beto Pereira na disputa pela prefeitura de Campo Grande, manifestou seu descontentamento. A negociação entre Bolsonaro e Reinaldo Azambuja, que resultou na aliança com o PSDB e na retirada de candidaturas no interior do estado, foi alvo de críticas por parte de apoiadores mais fiéis ao ex-presidente.
Adesivos e manifestações de apoio
Durante o evento, adesivos com mensagens como “Fora Lula”, “Fora Moraes” e “Fora Azambuja” foram compartilhados nas redes sociais do grupo “Resistência MS”. Os materiais circulados durante a manifestação reforçaram o clima de insatisfação com as lideranças políticas






















