Senadora e ex-ministra de Bolsonaro havia recusado o convite anteriormente, por ter intenção de disputar presidência do Senado
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30/7), que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
A composição, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do aval formal do PP em convenção partidária. Após o sinal verde da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à aliança.
Até o momento, a orientação predominante na federação era manter neutralidade na disputa presidencial para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso. Apesar da movimentação, integrantes da cúpula do PP ainda consideram difícil uma coligação com o PL.
Tereza Cristina é o nome preferido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que avalia que a presença dela na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio, tanto pelo vínculo com o agronegócio quanto por ampliar as chances de atrair a Federação União Progressista para a aliança.
Quem é Tereza Cristina
- Tereza tem 72 anos e nasceu em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul;
- É senadora pelo seu estado natal e líder do PP na Casa Alta;
- Empresária e produtora rural fortemente ligada ao agronegócio;
- Foi deputada federal entre 2015 e 2019;
- Foi ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre 2019 e 2022.
A senadora vinha sendo pressionada, nas últimas semanas, por dirigentes do PL e representantes do empresariado e do agronegócio a integrar a chapa. Segundo um dirigente do União Brasil disse, sob reserva, “tiveram uma conversa com ela ontem, e ela realmente balançou”.Há poucos dias, Tereza Cristina chegou a discutir a possibilidade com Valdemar, mas ainda resistia ao convite. Na ocasião, segundo o dirigente do PL, ela manifestou preferência por permanecer no Senado e disputar a presidência da Casa em 2027. Anteriormente, Valdemar já havia afirmado que esse era o principal motivo para a senadora recusar a vaga de vice.



















