No despacho disponibilizado no Diário da Justiça, a magistrada identifica os réus Diego de Sousa Nunes, Mateus Aquino Junior, Valnir Queiroz Martinelli, Madnoel Jose Ribeiro, Taygor Ivan Moretto Pelissari e Gilberto Luis dos Santos e outros. Santos é o major da reserva da Polícia Militar conhecido como “G Santos”, que é assessor do deputado estadual.

“Diante do exposto, considerando que os acusados não preenchem os requisitos para proposta do acordo da não persecução penal, seja por integrarem organização criminosa armada e nessa condição terem praticado os crimes imputados na denúncia, seja por estarem presentes outras características incompatíveis com o instituto, como o emprego de violência e grave ameaça e imputação de crimes cuja pena mínima, consideradas as majorantes aplicáveis ao caso, superam 04 (quatro) anos, recebo a denúncia ofertada neste autos pelo Ministério Público Estadual”, concluiu a juíza.

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Nome de deputado não aparece no resumo do despacho da magistrada publicada no Diário Oficial da Justiça (Foto: Reprodução)

Como tem foro privilegiado, Neno Razuk ainda pode contar com o apoio dos deputados estaduais para se livrar da denúncia por organização criminosa e exploração do jogo do bicho. O procedimento será o mesmo adotado em relação ao deputado estadual Jamilson Lopes Name (PSDB).

No entanto, o juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal, acabou não reconhecendo a interferência do legislativo e manteve a ação penal contra Jamilson, também por organização criminosa e exploração do jogo do bicho.

A investigação contra Neno Razuk começou quando o Garras flagrou 700 máquinas do jogo do bicho em uma casa no Bairro Monte Castelo. O assessor do deputado estava no imóvel, mas ele negou qualquer ligação com a jogatina.

O Gaeco deflagrou duas fases da Operação Sucessione e denunciou Razuk em dezembro do ano passado. Agora, o deputado e os demais réus poderão apresentar a defesa. A juíza vai analisar e poderá marcar o julgamento.