“Rei do laranjal”

Disputa expõe laranjas, trabalho escravo e vida de luxo de fazendeiro

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Longe dos holofotes, Guimar da Silva construiu um império de fazendas em nome de funcionários e é acusado de fraudes para driblar dívidas

 

 

No dia 11 de dezembro de 2015, dois cerqueiros foram resgatados da fazenda Ribeirão Bonito, em Novo Repartimento, no Pará, por auditores do Ministério do Trabalho em condições análogas à escravidão. Eles moravam em um barracão pelo qual transitavam aranhas e morcegos, bebiam a mesma água dos cavalos e faziam as necessidades no mato.

Imediatamente, os auditores e policiais federais saíram perguntando pelo dono da fazenda, que reúne terrenos de mais de 20 matrículas e tem capital de R$ 45 milhões. Formalmente, era um humilde funcionário do próprio local. Depois, um contador da propriedade admitiu que o sócio formal recebia salário mínimo para emprestar seu nome e que o verdadeiro dono da fazenda era o empresário Guimar Alves da Silva (foto em destaque).

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