O Pauta Diária noticiou nesta quarta-feira (20), que o ex-deputado federal Fábio Trad, devia se filiar hoje (ontem) ao PT sem projeto de concorrer ao Governo do Estado como desejava o partido em Mato Grosso do Sul. O neo-petista, foi do PSD 10 anos no espetro da centro-direita. Mas, desde as ameaças a Democracia no Brasil, em fins de 2022, elevadas em janeiro de 2023, com a tentativa de golpe, ele veio dando guinada ao campo Progressista\esquerda, culminado agora como filiado ao PT, maior partido do campo popular progressista do Brasil e da América Latina.
Fábio, a meses discursa como um democrata-progressista em defesa da Democracia, do Estado democrático de Diretos e contra o conservadorismo, alastrado principalmente pela extrema-direita mundial e local com os aliados do Bolsonarismo. Bem como passou a defender o atual governo e pessoa de Lula. Ele, obteve votos para se eleger, mas não levou a reeleição em 2022, devido a desempenho total do PSD. Mas, como a sigla fez composição ao governo Lula, foi contemplado com cargo. Isto, fez até o começou do desgarrar do partido.
Fábio, também com aproximação a líderes petistas nacional e de MS, tendo bom histórico, sendo considerado ‘diferenciado’ de outros irmãos políticos (Nelsinho e Marquinhos), foi alçado “petista candidato em MS”. Ele havia confirmado ontem, sua ida as hostes petistas, mas também ‘avisou’ que gostaria de ajudar na reeleição do presidente Lula, em primeiro lugar. Mas, que não gostaria de disputar o cargo de governador, e sim de retornar à Câmara dos Deputados.
A tarde de ontem, foi reservada ida de comitiva de MS, com quase todos os parlamentares, entre deputados federal, estadual e vereadores da Capital, ‘levando’ Trad à Brasília para apresentar a cúpula nacional e quiçá haveria o abono da filiação. Os petistas de MS foram com a ideia de “Trad governador’, mesmo ele tentando escapar da ‘escolha’, não dele.

Descomprometimento foi adiado
Os deputados Vander Loubet, Camila Jara, Zeca, Gleyce Jane (faltou Pedro Kemp), e os vereadores Jean e Landmark (faltou Luiza Riberiro), foram com Fabio Trad, já sabendo de sua então ‘decisão’, ao encontro da ministra Gleisi Hoffman e do novo presidente Nacional do PT, Edinho Silva.
O resultado principal é que todos voltarão a MS com decisões a serem ainda tomadas nos próximos meses desde ano. Mas, se rendeu que o PT-MS vai assinar ficha de Fábio Trad à legenda, no próximo dia 30 de agosto.
Os líderes da sigla local, mantiveram a ‘cotação’ para o Governo ante Trad preferir disputar vaga de Deputado Federal. Gleisi pediu e o impasse só deve terminar em outubro, quando o grupo vai definir qual cargo ele disputará nas eleições de 2026. “A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal, Gleisi Hoffmann, convenceu Fábio a não descartar a possiblidade. Vamos amadurecer todas as questões e viabilidades”, disse Vander, novo presidente regional PT-MS.
“A Gleisi me pediu para não descartar terminantemente uma possibilidade, só lá na frente, porque todo dia acontecem coisas que podem mudar o quadro no Brasil e no MS”, explicou Fábio.
Fábio apontou que reiterou a disposição de ser candidato a deputado, por considerar ser mais útil ao mandato do presidente Lula. Mas, aceitou a missão de definir, mais para frente, entre outubro e dezembro, se será candidato ao Governo ou Câmara. “Ninguém vai dizer não terminantemente, como ninguém será obrigado a ser aquilo que não quer. Não recusaria ser candidato a governador se a medida ajudar na reeleição do presidente Lula”, pontuou.
Mais companheiros\as
Da reunião também, sobressaiu uma novidade para a inclusão da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), na frente ampla. Ela é cotada para disputar o Senado nas eleições de 2026. A preferência já até direta ou indiretamente foi exposta por Lula.
“Sem definição por enquanto, mas ela –Simone- estará na linha de frente da Frente Ampla”, contou Fábio, destacando, após sair do Palácio do Planalto, que o assunto principal da reunião foi a construção da referida frente ampla para a reeleição de Lula, que passará pela composição com a ministra Simone Tebet.
O ex-deputado pondera que, embora o Estado tenha um número de eleitor menor que outros do País, mas pode se esperar uma eleição muito competitiva e assim será de extrema importância formar uma aliança para um “enfrentamento minimamente competitivo com a direita e extrema-direita no Estado”.
Menos companheiro
No encontro, Gleisi avalizou a decisão do PT de Mato Grosso do Sul de deixar o Governo de Eduardo Riedel (PP), que passou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).





















