O Pauta Diária noticiou sobre pesquisa publicada nesta quinta-feira (11), de que “Reinaldo e Riedel não terão eleição fácil com Simone, Contar e Fábio Trad despontando em pesquisa para Senado e Governo em MS”. O levantamento, até de bom percentual ao ex-deputado estadual Renan Contar (PRTB), fez com que os ‘bons ventos’ desse a ele, ao que se indica, uma decisão definitiva por uma candidatura ao Senado da extrema direita em Mato Grosso do Sul.
Ontem, ou anunciado na manhã desta sexta-feira (12), Contar ‘oficializa’ sua ida a disputa por uma das duas vagas ao Senado, nas eleições de 2026, e, como concorrer por obrigação e não há possibilidade de desistência do processo eleitoral ao cargo. “Vou disputar o Senado. São duas vagas e a direita tem obrigação de conquistar ao menos uma”, declarou, também descartando qualquer ‘cousa’ que lhe faça desistir de concorrer em outubro de 2026.
As intenções de voto publicadas ontem, mostra uma disputa acirrada em MS, com o ex-governador Reinaldo Azambuja, ex-PSDB, se filiando ao PL, na liderança, com 34%, seguido de perto pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), com 31%. E em terceiro, Contar com 24%, seguido pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com 21%; ex-deputada federal Rose Modesto (União), 19%; vice-prefeita de Dourados, Giani Nogueira (PL), 13%; deputado federal Vander Loubet (PT), 4%; e senadora Soraya Thronicke (Podemos), 2%.
Assim, com animo levado pela ascensão, apesar da má noticia de ontem, pela condenação de seu ídolo e mentor político, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas com chances de uma das vagas, Contar não pretende desistir da pré-candidatura ao Senado. A condição até está o credenciando, a disputa, e a ser disputado para estar ao lado.
Sendo convidado
Contar já foi convidado para filiação e posse de Azambuja no Partido Liberal (PL), no próximo dia 21, pois avaliam que Contar pode até ameaçar a pretensão do ex-governador, que parecia ter ‘garantido’ a eleição. Mas, mesmo que vá ao evento, ele nega possibilidade de desistência da disputa.
O ex-deputado também chegou a conversar com a senadora Tereza Cristina (PP) sobre a possibilidade de se filiar ao Partido Progressista (PP), mas desistiu quando foi informado que não haveria garantia de concorrer ao Senado.
Contar afirma que recebeu convites de outros partidos, mas tem legenda garantida para concorrer no PRTB, partido que comanda em Mato Grosso do Sul.
O cenário ‘planejado’ por Azambuja
O ex-governador, por oito anos, que também já foi deputado federal, já vem desde que deixou o Governo do Estado, em fins de 2022, planejando ser candidato ao Senado e concorrerá pelo PL.
A outra vaga, seguindo um então combinado entre o grupo a Direita tradicional de MS, será decidida em um consenso entre Reinaldo, o governador Eduardo Riedel e a senadora Tereza Cristina, ambos do PP, e lideranças nacionais do Partido Liberal, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que até então não estava preso e nem condenado, por sentença que foi dada na noite desta quinta-feira (11).
A prisão e condenação podem mudar alguma coisa para Contar, que segue e é militante fervoroso do Bolsonarismo e havia conversado com Bolsonaro sobre possível apoio, como dado pelo ex-presidente em 2022, que levou ascensão meteórica e o colocou no segundo turno das eleições ao Govero do Estado, e, quase o levou ao cargo no Parque dos Poderes.
Mas, já na ocasião o ex-presidente pediu para Contar conversar com Rodolfo Nogueira, deputado federal de MS pelo PL. O pedido pareceu ironia, já que Bolsonaro já declarou algumas vezes que a esposa de Rodolfo, Giani Nogueira, poderia ser a candidata do partido ao Senado no Estado.





















