Dinheiro Público

Agência ligada à esposa de Contar some da Justiça enquanto mantém contratos com o PL

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A empresa Diniz Ação em Marketing Ltda, ligada à esposa do ex-deputado estadual Capitão Renan Contar (PL), enfrenta uma Ação Civil Pública por suspeitas de corrupção e fraude em licitações, ao mesmo tempo em que mantém contrato ativo com o Partido Liberal (PL), recebendo R$ 150 mil mensais do Fundo Partidário.

Segundo informações publicadas pelo site TopMídiaNews, a agência, de propriedade de Iara Diniz Contar, tem sido alvo de tentativas frustradas de citação por parte da Justiça Estadual de Mato Grosso do Sul. Oficiais não conseguiram localizar a empresa nos endereços disponíveis, situação que tem dificultado o andamento do processo judicial.

A ação foi proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), com base na Lei Anticorrupção. O órgão pede, entre outras medidas, o bloqueio de R$ 360 mil em bens da empresa. O caso tramita na 1ª Vara da Comarca de Ribas do Rio Pardo.

De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor George Zarour Cezar, a empresa teria participado de um esquema para fraudar licitações durante a gestão do ex-prefeito Paulo César Lima Silveira, conhecido como “Paulo Tucura”, entre os anos de 2017 e 2020.

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O Ministério Público aponta que a Diniz Ação em Marketing foi contratada para serviços mais complexos, mas teria sido utilizada como intermediária para a aquisição de itens comuns, como camisetas, troféus, medalhas e serviços de imagem com drone. Essa prática, segundo a acusação, teria servido para burlar os processos licitatórios, caracterizando uma “triangulação” de notas fiscais.

Ainda conforme a investigação, a empresa movimentou diretamente R$ 341.359,03 nesse modelo. No total, a prefeitura de Ribas do Rio Pardo repassou R$ 1.674.297,29 à agência no período analisado.

O promotor descreve o suposto esquema como uma atuação “obscura”, que teria violado princípios constitucionais e operado uma espécie de “caixa-preta” na administração pública.

Apesar do pedido de bloqueio de bens, o juiz responsável pelo caso, Cesar David Maudonnet, decidiu inicialmente pela citação da empresa para apresentação de defesa antes de avaliar medidas mais restritivas.

Desde o final de 2025, período que coincide com a formalização do contrato da agência com o diretório nacional do PL, a Justiça tem enfrentado dificuldades para localizar a empresa. Em manifestação recente, protocolada em 8 de abril de 2026, o Ministério Público informou que mais uma tentativa de notificação foi devolvida sem sucesso.

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Enquanto isso, o fluxo financeiro entre o partido e a empresa segue ativo. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Diniz Ação em Marketing recebeu cerca de R$ 370 mil, conforme dados mencionados na publicação.

O caso segue em andamento e ainda não houve julgamento de mérito. A empresa e os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

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