Apesar da divulgação de pesquisas internas para definir o segundo nome do Partido Liberal (PL) na disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul, os bastidores da legenda apontam que a palavra final caberá ao presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja.
Publicamente, o PL sustenta que levantamentos realizados por institutos como Quaest e Paraná Pesquisas servirão de parâmetro para a escolha do segundo candidato ao Senado. A legenda já tem como pré-candidato o deputado federal Marcos Pollon, que recebeu apoio explícito do ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de carta divulgada nas redes sociais.
A disputa pela outra vaga envolve o ex-deputado estadual Capitão Contar, que afirma ter recebido de Bolsonaro uma promessa de apoio ainda em 2022, antes mesmo de Pollon entrar na corrida pelo Senado. Contar defende que a escolha seja feita com base no desempenho nas pesquisas, classificando o critério como o mais democrático e justo.
No entanto, lideranças políticas e interlocutores do partido avaliam que os levantamentos funcionarão mais como instrumento de consulta do que como fator decisivo. Isso porque a condução das articulações eleitorais em Mato Grosso do Sul está concentrada nas mãos de Reinaldo Azambuja, principal liderança estadual da legenda e nome já garantido na disputa ao Senado.
Nos bastidores, a avaliação é de que Azambuja terá influência determinante na definição do companheiro de chapa, levando em consideração não apenas números das pesquisas, mas também fatores políticos, estratégicos e a composição do projeto eleitoral do partido para 2026.
A expectativa é que a definição oficial seja anunciada nos próximos dias, após alinhamento entre as direções estadual e nacional do PL. Até lá, a disputa entre Capitão Contar e Marcos Pollon continua movimentando os bastidores da direita sul-mato-grossense.



















