Redução de quase metade dos vigilantes no Metrô-DF preocupa categoria e acende sinal de alerta

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A contratação emergencial de serviços de vigilância pelo Metrô-DF, no valor de R$ 8,5 milhões, provocou reação do Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (SindVigilantes-DF). A entidade afirma que o novo contrato reduzirá em cerca de 46% o efetivo de vigilantes, medida que, segundo a categoria, compromete a segurança do sistema metroviário e resultará na demissão de aproximadamente 130 profissionais. 

De acordo com o sindicato, o contrato anterior previa 280 vigilantes, sendo 118 no turno diurno e 162 no período noturno. Com a contratação emergencial, o número total de profissionais cairá para 150 vigilantes, responsáveis pela cobertura dos dois turnos. 

Para o diretor de Comunicação do SindVigilantes-DF, Gilmar Rodrigues, a redução representa um retrocesso tanto para a segurança dos usuários quanto para a proteção do patrimônio público. 

Segundo ele, além do impacto social causado pela perda de postos de trabalho, a diminuição do efetivo aumenta a vulnerabilidade do sistema a ações criminosas, especialmente os recorrentes furtos de cabos elétricos para extração de cobre. Esses crimes têm provocado interrupções frequentes na circulação dos trens, gerando prejuízos aos passageiros e ao funcionamento do transporte público. 

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O sindicato sustenta ainda que o número de vigilantes já era considerado insuficiente para atender adequadamente todas as estações, pátios e áreas operacionais do Metrô-DF. Com a redução prevista no contrato emergencial, a entidade teme que ocorram mais invasões, atos de vandalismo e furtos de equipamentos. 

Metrô atribui contratação emergencial à suspensão de licitação 

Em nota, o Metrô-DF informou que a contratação emergencial foi necessária após a suspensão da licitação definitiva pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que determinou ajustes no edital. 

A companhia afirma que o contrato foi elaborado com o menor quantitativo possível de postos de vigilância, buscando racionalizar os gastos públicos enquanto o processo licitatório definitivo é concluído. 

Segundo o Metrô, os postos considerados estratégicos para a segurança dos passageiros e do patrimônio foram preservados. A empresa também informou que não houve redução do efetivo no período noturno, concentrando os cortes nas equipes que atuam durante o dia. 

Para suprir essa diminuição, a companhia informou que o Corpo de Segurança Operacional do Metrô-DF atuará em apoio aos vigilantes terceirizados durante o período diurno. 

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Contrato terá duração de até seis meses 

O contrato emergencial possui validade de até seis meses, podendo ser encerrado antes caso a licitação definitiva seja concluída nesse período. 

Mesmo com a justificativa apresentada pela companhia, o Sindicato dos Vigilantes mantém posição contrária à medida e alerta que a redução do efetivo pode comprometer a segurança do sistema metroviário justamente em um momento de crescimento da demanda de passageiros e de recorrentes ocorrências de furtos e depredações. 

A entidade afirma que continuará acompanhando o caso e cobrando a revisão do quantitativo de vigilantes previsto no contrato emergencial, defendendo que a economia de recursos não pode ocorrer em detrimento da segurança dos usuários, dos trabalhadores e da preservação do patrimônio público.

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