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Riedel exonera cargos do PT após um mês de ‘saída’ do Governo não deixando petistas comemorar plenamente condenação de Bolsonaro

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Governador exonera e substitui indicados do PT para comando de subsecretarias

 

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), exonerou os maiores cargos do PT, que petistas ocupavam no Governo do Estado, ao qual em tese, ajudaram na eleição de 2022, em segundo turno. Nesta sexta-feira (12), foi oficializada e publicada no DOE (Diário Oficial do Estado), a saída de cinco chefias, entre subsecretários, secretário-executivo e diretor, após pouco mais de um mês, de anúncio do desembarque do partido da base de Riedel.

Riedel exonerou hoje, e já também substitui indicados do PT para comando da Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+, com Vagner Campos da Silva, que saí e entra Mikaella Lima Lopes, que é ligada ao Movimento Social da comunidade. Na Subsecretaria para Promoção da Igualdade Racial, sai Vania Lucia Baptista Duarte, e entra Deividson de Deus Silva como titular. E por fim em Subsecretarias, na de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, sai Zirleide Silva Barbosa, e, entra Larissa Diniz Paraguassu.

A lista de exonerados tem os ainda, pouco maiores, secretário-executivo da Secretaria-Executiva de Agricultura Familiar, de Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Humberto de Mello Pereira, que sai, entrando Karça Bethania Ledesma de Nadai como titular. E também sai o diretor-executivo da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), Marcos Roberto Carvalho de Melo. Mas, a diretoria da Agraer não teve nomeação hoje.

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A saída do PT da base do Governo do Estado, no começo do mês de Agosto, após já discordâncias da sigla com rumos e atitudes de Riedel, se consolidou após a declaração do governador criticando a decretação de prisão domiciliar, no dia 04 do mês passado, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário ferrenho dos petistas. O governador, mesmo em viagem na China, classificou a medida como “excesso judicial” e alertou para riscos de aumento da instabilidade política no país.

O moderado das eleições virou a ‘casaca’

O então moderado Riedel, de centro direita, já vinha dando sinais da sua guinada só à direita ou até a extrema-direita, desde o início do ano. Em maio, usou as redes sociais para defender a anistia parcial para os réus dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com a adoção de critérios que levem em conta a gravidade de cada caso.

Casos de fatos gravíssimos que ele presenciou em Brasília, indo a reunião de emergência, convocada pelo Presidente Lula, como todos os chefes dos outros Poderes: Legislativo e Judiciário, também atingido por destruição e tentativa de golpe; todos os 27 governadores e outras lideranças políticas e sociais do País.

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Vale ressaltar que nesta quinta-feira (11), o ex-presidente Bolsonaro e outros sete líderes da ação foram condenados no STF, com penas de 19 a 27 anos de prisão.

Saída já anunciada

O anúncio do PT do desembarque do governo, foi oficializado e enviado ‘recado’ ao governador, ainda durante a missão internacional de Riedel para a Ásia, que ocorreu de 04 a 16 de agosto. Mas, a bancada do PT aguardou o retorno e reunião com Riedel. Mas, a reunião só aconteceu no dia 26 de agosto na Governadoria. No encontro, o PT entregou todos os cargos que tinha no Executivo.

Não há um balanço com o número de indicações do PT. Segundo as lideranças, os petistas ocupavam de até 30 cargos, no máximo e de pequena monta na estrutura governamental. A Diretória ainda anunciou que os servidores que permanecerem na administração estadual será afastada do partido.

Antes de publicar a exoneração, Riedel se encontrou com os indicados para selar a saída. O governador ponderou que são cargos de lideranças e por isso as mudanças são gradativas. “As áreas não podem parar, as pessoas adequadas vão entrar e eles vão saindo”, disse. Fonte: Lúcio Borges – Pauta Diária

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