senadora Tereza Cristina

Tereza Cristina está cotada para disputar a presidência do Senado em 2027

Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) realiza reunião deliberativa para analisar o PL 3.663/2020, que obriga o SUS a priorizar a compra de alimentos da agricultura familiar, da pesca artesanal, de silvicultores e de extrativistas. Também estão na pauta projetos sobre recomposição de áreas rurais com espécies frutíferas (PL 2.282/2024), reconhecimento da castanha-do-pará como patrimônio cultural (PL 2.093/2025), criação da Política Nacional da Agricultura Familiar (PL 658/2019). Bancada: senadora Tereza Cristina (PP-MS). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

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A revista Veja publicou, nesta semana, que a ex-ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo de Jair Bolsonaro, senadora Tereza Cristina (PP), voltou a ser cotada como uma opção para a disputa presidencial.
Importantes articuladores do PL, partido do ex-presidente, defendem que a parlamentar sul-mato-grossense seja a vice em uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), a presidente da República.

A ideia passaria pela migração de Tarcísio para o PL e a composição com um partido de centro – segundo espalham, a aliança com Tereza Cristina seria a “chapa dos sonhos” do próprio governador de São Paulo, também ex-ministro de Bolsonaro.

Enquanto o governador ainda é uma incógnita para 2026, outros nomes são cotados para ser vice dele.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também é citada como uma possibilidade, de modo a garantir um familiar do ex-presidente no páreo.

O dirigente do partido de Tereza Cristina, senador Ciro Nogueira (PI), nunca escondeu a pretensão de sair como vice numa chapa de oposição.

Nas eleições de 2022, o nome dela circulou como uma potencial candidata para compor a chapa à reeleição de Jair Bolsonaro.

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Eram considerados ativos importantes o fato de ser uma postulante mulher e ligada ao agronegócio, para ampliar o arco de apoiadores numa eleição sabidamente apertada contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro, à época, chegou a admitir que Tereza Cristina seria uma melhor opção eleitoral, mas acabou mantendo a estratégia anterior e indicou um general ao posto de vice – trocou Hamilton Mourão pelo ex-ministro Walter Braga Netto. A então deputada federal por Mato Grosso do Sul, então, candidatou-se – e se elegeu – ao Senado.

Senado Federal

Outra alternativa planejada para a senadora do PP é tentar disputar o comando do Senado Federal, em 2027 – função que lhe enche mais os olhos. Neste ano, Tereza Cristina até aventou sair candidata, mas desistiu em meio às costuras feitas antecipadamente por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A avaliação é de que o senador se desgastou com a oposição em meio à resistência de avançar com projetos de interesse do grupo, entre eles a anistia aos condenados pelos atos golpistas, o que deve enfraquecê-lo na tentativa de reeleição.

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Para 2027, a direita planeja eleger uma maioria no Senado, o que lhe garantiria os votos para eleger o presidente da Casa. Outro postulante ao cargo é o líder da oposição, Rogério Marinho. O senador, porém, tem no horizonte conseguir se eleger governador do Rio Grande do Norte, no próximo pleito.

Embora de perfil mais moderado, Tereza Cristina é favorável à maioria das agendas defendidas por aliados do ex-presidente da República.

Tais como a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro de 2023 e pela trama golpista, e um eventual andamento de ações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em caso de comprovado descumprimento das regras jurídicas brasileiras.

CORREIO DO ESTADO

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