O deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), representante da categoria dos vigilantes, classificou como “crime grave” e “desumano” as recentes demissões de trabalhadores terceirizados no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e em unidades básicas de saúde (UBSs) de Planaltina, Brazlândia, Sobradinho e Ceilândia.
A declaração foi feita em sessão plenária da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (30). Segundo o parlamentar, muitos desses profissionais atuaram na linha de frente da pandemia de Covid-19, estão há anos sem férias e agora foram dispensados sem justificativa nenhuma. Ele ainda ressaltou que a empresa Grupo Cinco Estrelas, responsável pelas contratações, pertence à família Prudente, tradicional na política do DF.
“Tirando essas pessoas, gente que está lá há 20 anos prestando serviço naquele hospital, quem sabe para botar cabos eleitorais no lugar dessas trabalhadoras e desses trabalhadores. O que estão fazendo com essas trabalhadoras e com esses trabalhadores é desumano, inaceitável”, declarou Chico Vigilante.
O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) também responsabiliza o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) por falhas na fiscalização das terceirizadas. A entidade afirma que só haverá acordo se os 48 profissionais desligados forem recontratados. Além disso, o sindicato denuncia que alguns vigilantes estão há mais de quatro anos sem férias e reafirmaram que as demissões teriam como objetivo abrir vagas para cabos eleitorais ligados às eleições de 2026.
Em reunião realizada na tarde desta terça-feira (30), o presidente do Iges-DF, Cleber Fernandes, e o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, limitaram-se a informar que a única medida adotada até o momento foi a simples notificação da empresa, concedendo prazo de cinco dias para resposta.
O Grupo Cinco Estrelas, por sua vez, justificou as rescisões como uma “readequação de postos de trabalho” e afirmou que parte dos vigilantes deve ser remanejada para outras unidades.



















