LITERALMENTE NO BURACO

“Buraqueira toma conta de Campo Grande e secretário de Obras pode ser convocado para dar explicações”

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A paciência da população de Campo Grande parece estar chegando ao fim — e, agora, também a da Câmara Municipal. A buraqueira que se espalha pelas ruas e avenidas da Capital se transformou em um verdadeiro símbolo do descaso da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Nesta terça-feira (21), o problema foi tema central da sessão legislativa, com duras críticas feitas pelo vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), que defendeu a convocação do secretário de Obras, Marcelo Miglioli, para prestar esclarecimentos.

“A cidade está largada. Pneus estourando, acidentes acontecendo, prejuízo no bolso do trabalhador e a prefeitura simplesmente sumiu com o tapa-buraco. Vamos ter que chamar o secretário aqui, saber por que esse serviço está parado e quando – se é que vai – voltar às ruas”, disparou Carlão, 1º Secretário da Mesa Diretora da Casa.

População no prejuízo, prefeitura em silêncio

A ausência das equipes de manutenção viária já impacta diretamente a vida dos campo-grandenses. De acordo com Carlão, há avenidas com tráfego intenso onde, diariamente, mais de 100 motoristas têm pneus rasgados, com valores que ultrapassam R$ 500, sem contar os danos à suspensão e o risco à vida.

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“Não é exagero: a situação já está fora de controle. As pessoas desviam de um buraco e quase atropelam ciclistas ou pedestres. Estamos à beira de um caos viário”, alertou o vereador, que sugeriu que o caso pode até ganhar repercussão nacional, como já ocorreu no passado. “Se não cuidar agora, vamos parar no Fantástico, igual na gestão Bernal. Campo Grande vai virar piada nacional de novo”, reforçou.

Falta de planejamento e transparência

A crítica mais severa feita na sessão foi à falta de transparência da Secretaria de Obras. Até o momento, não há uma explicação clara sobre o motivo da interrupção no serviço de tapa-buracos. A Câmara agora pressiona para que Miglioli se apresente e explique se há problemas com contratos, falta de orçamento ou simples inoperância.

“Não estamos aqui para bater por bater. Queremos entender qual é a dificuldade para, inclusive, ajudar. Mas a prefeitura precisa respeitar a população e dar uma resposta”, concluiu Carlão.

A cidade está cansada de promessas

Enquanto isso, motoristas, motociclistas e pedestres seguem enfrentando um verdadeiro campo minado a céu aberto. Em uma cidade que se orgulha de ser polo regional, é inadmissível que buracos se tornem parte do cotidiano urbano, expondo a fragilidade de uma gestão que falha em cuidar do básico.

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