Operação Grão Seguro

PCDF desmonta quadrilha que aplicava golpes milionários em produtores de grãos no DF

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Operação Grão Seguro revela esquema sofisticado que causou prejuízo de mais de R$ 2 milhões a agricultores de Planaltina; dois integrantes seguem foragidos.

 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta semana, a Operação Grão Seguro, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes no comércio de grãos. O grupo, formado por cinco integrantes, é acusado de aplicar golpes milionários contra produtores rurais de Planaltina, causando um prejuízo superior a R$ 2 milhões.

Segundo as investigações conduzidas pela 31ª Delegacia de Polícia (DP), o esquema consistia em simular negociações legítimas de compra de grandes quantidades de soja e milho. Os criminosos utilizavam empresas fantasmas e nomes de “laranjas” para fechar os contratos, mas o pagamento nunca era realizado.

O delegado-chefe da 31ª DP, Gilberto Barcelos, destacou que o grupo atuava de forma altamente organizada, com divisão de funções bem definida e estratégias para dificultar o rastreamento das transações fraudulentas.

“Cada integrante desempenhava um papel específico, o que permitiu à quadrilha dar aparência de legalidade aos negócios e ludibriar produtores experientes do setor”, explicou o delegado.

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Estrutura do Esquema

As investigações apontam que a quadrilha era composta por cinco homens, com funções claramente delimitadas:

  • Corretor (31 anos): usava sua reputação no mercado para iniciar as negociações e conquistar a confiança dos produtores.
  • Operador (35 anos): responsável por recrutar “laranjas”, abrir empresas em nome de terceiros e conduzir as tratativas falsas.
  • Laranja (39 anos): emprestava documentos e contas bancárias para movimentar o dinheiro obtido com os golpes.
  • Articulador Financeiro (26 anos): considerado o “cérebro” do esquema, gerenciava empresas de fachada e fazia a lavagem dos valores desviados.
  • Empresário de Fachada (67 anos): usava sua influência no setor agrícola para dar credibilidade às operações e atrair novas vítimas.

Prisões e Foragidos

A Justiça decretou a prisão preventiva dos cinco investigados, que foram indiciados por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Três deles foram capturados, mas dois seguem foragidos:

  • Rafael Pereira Santos – apontado como o Operador do grupo.
  • Leonardo Marcellus Gomes – o Articulador Financeiro, identificado como o principal responsável pela movimentação do dinheiro e ocultação de bens.
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A PCDF divulgou as fotos dos foragidos e pede apoio da população para localizá-los. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, ao número 197 da Polícia Civil.

Um “Negócio da Confiança”

De acordo com os investigadores, o esquema funcionava como uma “máquina de falsificar confiança”. O corretor, com boa reputação no mercado, era a chave de entrada; o laranja fornecia a aparência de legalidade; e o articulador financeiro fazia o dinheiro circular até desaparecer, enquanto os produtores ficavam apenas com o recibo de uma promessa que nunca seria cumprida.

A PCDF segue com as diligências para rastrear o dinheiro desviado e identificar possíveis novas vítimas do grupo. As autoridades reforçam o alerta para que produtores rurais redobrem a atenção em negociações com empresas desconhecidas e verifiquem sempre a autenticidade dos CNPJs e contas bancárias envolvidas.

 

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