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Asfalto de R$ 56 milhões se desmancha em Tapurah e expõe descaso do governo Mauro Mendes com infraestrutura

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Uma obra que deveria simbolizar o desenvolvimento e o compromisso do Governo de Mato Grosso com a infraestrutura rural virou sinônimo de indignação e desperdício de dinheiro público. Em Tapurah, um trecho de asfalto recém-concluído na linha São Paulo, parte do Convênio nº 0436/2024, firmado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a Prefeitura de Tapurah, está literalmente se desmanchando — apenas uma semana após ser liberado para uso.

A vistoria realizada pelos vereadores Elder Gobbi e Diego Grandene revelou o que os moradores chamam de “asfalto casca de ovo”: basta um toque do pé para que o pavimento se desfaça. A cena, gravada em vídeos que circulam nas redes sociais, expõe falhas grosseiras na execução da obra e levanta sérias dúvidas sobre a fiscalização do governo estadual.

O investimento total do convênio é de R$ 56,9 milhões, destinados à pavimentação do trecho Tapurah–Brianorte–Rio Arinos, considerado estratégico para o escoamento da produção agrícola da região. No entanto, o resultado visível é um asfalto de baixíssima qualidade, que não resistiu sequer ao primeiro contato com o tráfego leve.

“Isso é inadmissível para uma gestão que se diz eficiente e moderna, mas entrega uma obra que se desmancha em poucos dias”, criticou um dos vereadores durante a inspeção.

A situação gerou revolta na população local, que cobra explicações do governador Mauro Mendes (União Brasil) e da Sinfra. Moradores classificam o caso como “um retrato do abandono e da falta de respeito com o dinheiro público”.

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Além da má execução, chama atenção a falta de transparência sobre a fiscalização técnica do contrato. Até o momento, nenhum representante da Sinfra se manifestou publicamente sobre o problema.

Enquanto o governo estadual divulga campanhas exaltando grandes investimentos em infraestrutura, a realidade nas estradas do interior mostra o contrário: obras de fachada, pavimentos frágeis e comunidades prejudicadas.

“O mínimo que se espera é que o trecho seja refeito integralmente, com fiscalização rigorosa e punição aos responsáveis”, afirmaram os vereadores.

A estrada, vital para o transporte da produção agrícola de municípios como Tapurah, Nova Maringá e Itanhangá, deveria representar avanço e desenvolvimento. Em vez disso, tornou-se um símbolo do descaso e da incompetência da atual gestão estadual, que parece priorizar o marketing político em detrimento da qualidade das obras públicas.

Se o governo Mauro Mendes não agir com firmeza, o caso de Tapurah corre o risco de se tornar mais um exemplo do “asfalto eleitoreiro”, feito às pressas e sem compromisso com a durabilidade — uma prática antiga que o governador prometeu combater, mas que, na prática, volta a assombrar os mato-grossenses.

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