A confiança que marcou o discurso do governador Eduardo Riedel (PP) ao longo dos últimos meses perdeu força diante do novo cenário revelado por pesquisa recente realizada somente com eleitores de Campo Grande. Antes considerado favorito para vencer com folga ainda no primeiro turno, o governador agora enfrenta um quadro mais desafiador: a possibilidade concreta de segundo turno nas eleições de 2026.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira, mostra que embora Riedel ainda lidere com ampla vantagem sobre os demais candidatos, seu desempenho já não atinge os 50% necessários para encerrar a disputa logo na primeira etapa do pleito.
Cenários medidos pela pesquisa
No primeiro cenário testado, o governador aparece com 36% das intenções de voto. Em seguida vêm Fábio Trad (PT), com 18,4%, e Capitão Contar (PL), com 14%. O ex-senador Delcídio do Amaral (PRD) marca 8%, enquanto o empresário Jaime Valler (MDB) registra 3,4%. Renato Gomes (DC) tem 1,2%, o advogado Beto Figueiró (Novo) aparece com 0,6%, e Lucien (PSOL) soma 0,4%. Outros 18% dos entrevistados não souberam, não responderam ou declararam voto branco ou nulo.
No segundo cenário, o desempenho de Riedel se mantém semelhante, com 36,4%. Trad aparece com 19%, Marcos Pollon (PL) surge com 12,6%, Delcídio registra 8,6%, Valler tem 3,8%, Renato Gomes soma 1,4%, Beto Figueiró chega a 0,8%, e Lucien mantém 0,4%. Neste quadro, 17% permanecem indecisos ou sem intenção de votar nos nomes apresentados.
Sinal amarelo na estratégia de campanha
O resultado contrasta com o ambiente de otimismo que vinha sendo alimentado pela base governista, que projetava uma reeleição tranquila para Riedel. O governador, que até então se movimentava politicamente como se estivesse em posição consolidada, vê agora sua margem de vantagem diminuir quando considerados os votos válidos — acendendo um alerta para a equipe estratégica.
A pesquisa ouviu 1.000 eleitores com 16 anos ou mais nas sete regiões urbanas de Campo Grande, além dos distritos de Anhandui, Rochedinho e áreas rurais. O estudo tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais.
Embora permaneça líder absoluto em todos os cenários testados, Riedel deixa de figurar como o “já ganhão” e passa a enfrentar uma disputa potencialmente mais equilibrada do que imaginava. A poucos meses do início oficial da campanha, o governador terá agora o desafio de reconquistar parte do eleitorado que demonstra estar menos decidido do que antes.





















