O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Prefeitura estuda investir em tecnologia, incluindo a aquisição de robôs e máquinas automatizadas, para reforçar os serviços de limpeza urbana diante da dificuldade de contratação de trabalhadores para o setor. Segundo ele, a limpeza da cidade será uma das prioridades do segundo ano de seu mandato.
“Investir em tecnologia. Falar para que as empresas que possam participar da licitação ou a própria prefeitura comprar robôs para limpar, aquelas máquinas de limpar grama, máquinas de pintar meio-fio e partir para a tecnologia, porque está cada dia mais difícil de encontrar mão de obra para trabalhar nesse setor”, declarou o prefeito à imprensa.
De acordo com Abilio, a escassez de trabalhadores tem impactado diretamente a atuação da Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb). Um processo seletivo simplificado realizado recentemente não teve o resultado esperado. “A gente soltou um edital de chamamento público, processo seletivo simplificado, e todos os nomes que passaram foram chamados. Menos de 50% ficou no trabalho”, afirmou.
O prefeito destacou ainda a alta rotatividade nas funções de varrição e limpeza urbana, o que obriga o município a abrir novos processos seletivos com frequência. A intenção da gestão é contratar cerca de 200 pessoas para o setor, com salários que podem chegar a R$ 3 mil. Mesmo assim, segundo ele, a remuneração não tem sido suficiente para atrair e manter trabalhadores.
“Eu entendo que, às vezes, as particularidades do município, o sol muito forte e a rotina puxada de trabalho acabam afastando as pessoas dessa categoria”, disse Abilio.
Paralelamente ao estudo sobre a adoção de tecnologias, a Prefeitura deve lançar um novo edital para reforçar o quadro da Limpurb. Caso não haja adesão suficiente, o prefeito não descartou a possibilidade de terceirizar os serviços, por meio da contratação de empresas especializadas.
Além disso, a gestão municipal está promovendo mudanças no modelo de contratação. A proposta é que o pagamento passe a ser feito por área atendida, e não apenas com base na quantidade de funcionários. “A gente já está demarcando as áreas para fazer o cálculo de contratação por demanda. Quanto vai custar limpar uma praça, um canteiro. Vamos dar ordem de serviço por área”, explicou.
A expectativa da Prefeitura é que a combinação entre novas formas de contratação e o uso de tecnologia ajude a reduzir os impactos da falta de mão de obra e melhore a eficiência da limpeza urbana na capital.





















