loteria de MS

Empresa de São Paulo apresenta melhor lance e deve assumir loteria de MS

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A empresa Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA, com sede em Tatuí (SP), apresentou o maior lance no pregão eletrônico para assumir a operação das loterias de Mato Grosso do Sul. A proposta prevê repasse de 43,36% da receita bruta ao Governo do Estado, percentual superior ao das concorrentes.

O pregão foi realizado na manhã desta semana e está temporariamente suspenso para análise da proposta vencedora. O resultado final será publicado no Diário Oficial do Estado.

Disputa de lances

As negociações tiveram início às 8h04, com lance inicial de 15,80% de repasse. Na sequência, foram apresentados percentuais de 24,33%, 24,85% e 36,11%, até que, às 8h35, a Lottopro superou os demais concorrentes ao oferecer 43,36% da receita bruta.

Na prática, isso significa que a cada R$ 100 milhões arrecadados, o Estado receberá R$ 43,36 milhões.

Potencial de arrecadação

De acordo com o edital, a estimativa da receita média anual da loteria é de R$ 51,4 milhões, o que poderia gerar cerca de R$ 1,4 milhão em repasses diretos ao Estado apenas com base nesse valor.

No entanto, projeções mais amplas indicam um potencial muito maior. Dados do IBGE apontam que o PIB de Mato Grosso do Sul em 2022 foi de R$ 166,8 bilhões. Considerando uma fatia de 0,85%, a arrecadação anual com loterias poderia chegar a R$ 1,417 bilhão.

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Para 2024, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) estima que o PIB estadual alcance R$ 227,8 bilhões, o que elevaria o faturamento do setor para quase R$ 2 bilhões por ano.

Atual gestão e experiência da empresa

Atualmente, a Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) é responsável pela administração e fiscalização de jogos e sorteios no Estado, sob a coordenação da Secretaria de Fazenda (Sefaz/MS).

A Lottopro já atua na gestão de loterias em diversos municípios brasileiros, entre eles Assunção do Piauí (PI), Patos do Piauí (PI), Marcolândia do Piauí (PI), Tatuí (SP), Muquém de São Francisco (BA), Teresópolis (RJ), Tutóia (MA) e Quijingue (BA).

Histórico de suspensões e polêmicas

O processo licitatório ficou marcado por uma série de suspensões ao longo de 2025. Em março, o edital foi alvo de dois pedidos de impugnação: um apresentado pelo empresário Jamil Name Filho, conhecido como Jamilzinho, preso desde 2019, e outro pela empresa Criativa Technology, de Dourados, ligada ao deputado Neno Razuk.

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O parlamentar foi condenado a 15 anos e 7 meses de prisão, apontado como principal mandante de um grupo criminoso que buscava controlar o jogo do bicho em Campo Grande e expandir a atuação para outros estados.

Em abril, o pregão chegou a ser aberto e recebeu três propostas, mas foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) por suspeita de direcionamento. Em agosto, o órgão concluiu que o edital violava princípios como legalidade, proporcionalidade, motivação e economicidade, devido a exigências consideradas desproporcionais.

Após adequações, a Sefaz anunciou a retomada do processo em dezembro, com leilão marcado para o dia 15. No entanto, a licitação foi novamente suspensa por “inconsistências” no edital, conforme apontou o conselheiro Márcio Monteiro.

No próprio dia 15 de dezembro, o TCE-MS adiou mais uma vez o pregão ao constatar que a família Razuk teria criado uma empresa de fachada, existente apenas no papel, com o objetivo de viabilizar a participação de uma organização criminosa na concorrência da Lotesul.

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