gás lacrimogêneo

Polícia Civil faz treino com gás lacrimogêneo que atinge e causa problemas a moradores na região da Acadepol na Capital

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A PC-MS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), escolheu mal e naõ se lembrou de moradores ao redor da Acadepol (Academia da Polícia Civil), onde está realizando curso de formação, mas hoje, com uso de gás lacrimogêneo. O produto ‘voou’ para atingir, incomodar e quiçá causar algo mais grave na população que está dentro de suas casas, em área hoje já residencial.

Os vizinhos, assustados buscaram relatar e até ajudas pelas redes sociais, onde relatam ardência nos olhos e dificuldades para respirar após casas serem tomadas pela substância, usada para conter ‘bandidos’ em operação policial.

A situação é relatada por volta das 16 horas desta segunda-feira (11), onde moradores da rua Rio Doce, no Jardim Veraneio, anunciaram o vazamento de gás lacrimogêneo durante treinamento na Acadepol. Além de ‘sentir na pele’, os populares viram uma quantia enorme de gás evoluindo e saído da área da Academia.

“Vimos uma fumaça densa subir da Academia e, com o vento, se espalhou pelas casas. Aqui temos pets, crianças e vimos um casal correr com uma criança no colo para dentro do condomínio”, relatou moradora que pediu para não ser identificda.

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Fumaça densa e de cor

Os testemunhos das pessoas no local, era de uma visão de uma fumaça rosa densa, que subiu do local e se espalhou pelas residências próximas, causando ardência nos olhos, nariz e desconforto respiratório. “A fumaça chegou rapidamente às casas e que crianças e animais foram obrigados a buscar abrigo”, relata um professor de 35 anos, que mora em um condomínio vizinho.

A jovem Larissa Nascimento, 20 anos, ficou sem reação muito rápido, pois o gás entrou em sua casa rapidamente e causou grande incômodo. “O cheiro estava insuportável. Fiquei chorando um bom tempo, porque ardia muito o olho, a garganta queimava, o nariz também. Se acontecer com frequência, é perigoso até para os animais”, alertou.

Lugar inadequado com Natureza – Parque

Um biólogo que também vive nas proximidades destacou a preocupação com o local, próximo a residências e a um parque com animais.

“Não acho que seja um lugar adequado para isso. Se faz mal para adulto, imagina para cachorro, que tem sensibilidade maior. Além do barulho das bombas, estamos perto de um parque com animais”, comentou.

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Curso de Operações

O problema vem do 3o Curso de Operações, que até foi divulgado no último dia 22, pelo Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), que estará por um mês na Acadepol aplicando o III Curso de Operações Policiais.

O treinamento, com 300 horas, visa fortalecer habilidades operacionais, trabalho em equipe e uso proporcional da força, sempre com foco na preservação da vida e dos direitos humanos.

Participam 22 policiais de diversas categorias e estados, incluindo policiais civis, penais e guardas municipais.

A divulgação não citava que um curso faria o uso deste ou outro produto, que podem atingir e levar problemas a população.

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