racha no pl

Bolsonaro ignora acordo prévio e confirma Pollon como candidato ao Senado

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Mesmo detido na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou neste sábado (28) que o deputado federal Marcos Pollon (PL) será seu candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A decisão foi divulgada por meio de bilhete publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais.

A escolha altera o cenário político no Estado e marca o rompimento do acordo anteriormente costurado com o ex-governador Reinaldo Azambuja, que deixou o PSDB após três décadas para assumir o comando do PL em Mato Grosso do Sul. A articulação inicial previa dois nomes ligados ao ex-presidente na disputa ao Senado: Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar.

No bilhete, Bolsonaro destacou “caráter, honra e dedicação” de Pollon e afirmou que, em entendimento com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, terá a prerrogativa de indicar candidatos ao Senado nos estados onde o partido compõe alianças estratégicas.

A publicação ocorre dias após a divulgação de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), nas quais constaria a informação de que Pollon teria exigido R$ 15 milhões para não disputar o Governo ou o Senado em Mato Grosso do Sul. O deputado negou qualquer irregularidade e recebeu apoio público da família Bolsonaro.

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Em manifestação nas redes sociais, Michelle reforçou a confiança no parlamentar e afirmou que “toda mentira levantada para denegrir a imagem do deputado será desmascarada”. Pollon agradeceu o gesto e citou trecho bíblico em tom de oração.

Ruptura interna no PL

Ao oficializar Pollon, Bolsonaro fortalece um nome que já fez críticas contundentes a Azambuja no passado, evidenciando o desgaste interno no PL estadual. A movimentação sinaliza uma reconfiguração das forças políticas no partido em Mato Grosso do Sul e amplia a disputa interna por protagonismo.

A decisão também reafirma a influência do ex-presidente nas articulações partidárias, mesmo fora do cenário presencial. A definição do nome ao Senado antecipa o clima eleitoral de 2026 e reposiciona o bolsonarismo no Estado, com impacto direto nas alianças e na composição das chapas majoritárias.

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