Levantamento do Instituto Ranking Brasil Inteligência indica que a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 pode ser decidida apenas em segundo turno. Os dados mostram que, embora o atual governador Eduardo Riedel lidere as intenções de voto, ele não alcança a maioria necessária para vencer no primeiro turno.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06854/2026 e MS-06417/2026, foi realizada entre os dias 1º e 6 de fevereiro deste ano. O levantamento ouviu 2.000 moradores com 16 anos ou mais em 30 municípios de Mato Grosso do Sul. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Na modalidade espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Riedel aparece na liderança com 22% das intenções de voto. Em seguida aparecem o ex-deputado federal Fábio Trad, com 8%, e o deputado estadual João Henrique Catan, que soma 6%.
Catan, inclusive, anunciou recentemente sua saída do Partido Liberal (PL) para se filiar ao Partido Novo, com o objetivo de disputar o governo estadual. A mudança altera o cenário político e cria um novo arranjo nas articulações partidárias, especialmente no campo da direita, que vinha demonstrando apoio ao atual governador.
Já na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o cenário reforça a liderança de Riedel, que aparece com 40% das intenções de voto. Na sequência estão Fábio Trad, com 17%, e João Henrique Catan, com 14%.
Outros nomes citados no levantamento são o ex-governador Delcídio do Amaral, com 5%, Valler, com 2,2%, Renato Gomes (DC), com 1%, Beto Figueiró (sem partido), com 0,8%, Jefferson Bezerra, com 0,6%, e Lucien Rezende, com 0,4%.
Ainda de acordo com o levantamento, 10% dos entrevistados disseram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 9% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Diante do cenário apresentado, nenhum dos candidatos alcança mais de 50% das intenções de voto, o que indica a possibilidade de que a disputa pelo governo sul-mato-grossense seja definida apenas em um eventual segundo turno nas eleições de 2026.























