Atos de servidores e movimentos sociais intensificam pressão sobre Ibaneis Rocha e Celina Leão em meio a denúncias e crise no Banco de Brasília
Brasília viveu dois dias consecutivos de forte mobilização social, com servidores públicos e movimentos organizados ocupando áreas centrais da capital para denunciar suspeitas de corrupção e cobrar esclarecimentos sobre a situação financeira do Banco de Brasília. Os atos, realizados entre os dias 18 e 19 de março, ampliam a pressão política sobre a gestão do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão.
A mobilização teve início na Praça do Buriti, tradicional ponto de manifestações na capital federal, reunindo diversas categorias do funcionalismo. Entidades sindicais e movimentos sociais denunciaram o que classificam como uma sequência de escândalos que estariam comprometendo a credibilidade da administração local. Professores da rede pública, organizados pelo Sinpro-DF, reforçaram o ato após assembleia da categoria, ampliando o alcance do protesto.

No dia seguinte, a manifestação se deslocou para o Setor Bancário Sul, em frente à sede do Banco de Brasília, onde o foco passou a ser a crise envolvendo o banco estatal. Representantes de sindicatos e coletivos cobraram transparência sobre operações financeiras que teriam gerado prejuízos significativos à instituição, em especial aquelas relacionadas ao Banco Master.
Segundo os manifestantes, há risco de impacto direto sobre fundos que garantem direitos de servidores, como aposentadorias e planos de saúde. A preocupação se intensifica diante de relatos de possíveis perdas bilionárias e da necessidade de eventual acionamento de mecanismos de proteção financeira, como o Fundo Garantidor de Crédito.
As críticas não se limitaram ao setor financeiro. Durante os atos, também foram levantadas denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação do DF, incluindo suspeitas de superfaturamento em contratos de aluguel e problemas em processos licitatórios. Para os participantes, os episódios revelam fragilidades na gestão e reforçam a necessidade de investigações rigorosas.
O tom dos protestos foi marcado por forte insatisfação e pedidos de mudança. Lideranças sindicais defenderam maior controle sobre o uso de recursos públicos e responsabilização de gestores em caso de irregularidades. Em meio a palavras de ordem e faixas, manifestantes cobraram uma administração mais transparente e alinhada aos interesses do serviço público.
Até o momento, o governo do Distrito Federal não apresentou respostas detalhadas às demandas levantadas nos atos. Enquanto isso, a mobilização indica que a pressão deve continuar nas ruas, com servidores e movimentos sociais buscando manter o tema no centro do debate público.
























