MATO GROSSO

Prefeito Abilio Brunini corta R$ 4 milhões das escolas e prioriza gastos administrativos

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Uma decisão da Prefeitura de Cuiabá tem gerado forte repercussão e críticas na área da educação. Por meio do Decreto nº 11.916, o prefeito Abilio Brunini autorizou o remanejamento de R$ 4 milhões do Fundo Único Municipal de Educação, retirando recursos que seriam destinados diretamente às escolas para custear despesas administrativas da rede.

A medida atinge diretamente o funcionamento das unidades de ensino. Do total remanejado, R$ 3 milhões deixam de ser repassados às escolas de ensino fundamental e R$ 1 milhão às unidades de educação infantil recursos que, na prática, são essenciais para manutenção básica, aquisição de materiais e pequenas melhorias estruturais.

Escolas perdem autonomia e capacidade de funcionamento

Especialistas e profissionais da educação apontam que o corte compromete a autonomia financeira das escolas, que dependem desses repasses para resolver demandas imediatas do dia a dia. Sem esses recursos, diretores passam a enfrentar dificuldades ainda maiores para manter o funcionamento adequado das unidades.

Na ponta, quem sofre são alunos e professores. Falta de insumos, atrasos em reparos e precarização das condições de ensino tendem a se agravar com a redução do orçamento direto das escolas.

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Prioridade questionada

A justificativa da prefeitura é reforçar o orçamento destinado à manutenção de serviços administrativos gerais da rede municipal. No entanto, a decisão levanta questionamentos sobre prioridades da gestão.

Críticos afirmam que, ao retirar recursos da base do sistema educacional para inflar despesas administrativas, a administração municipal sinaliza um distanciamento das reais necessidades da educação pública. Para eles, investir na burocracia enquanto escolas enfrentam dificuldades estruturais é inverter a lógica de gestão.

Impacto político e social

A medida também deve gerar desgaste político, especialmente em um cenário em que a qualidade da educação pública já é alvo de cobranças constantes da população. Pais, professores e servidores da educação tendem a pressionar por explicações e pela revisão do decreto.

Para analistas, o episódio reforça um problema recorrente em gestões públicas: decisões que priorizam a máquina administrativa em detrimento do serviço final entregue à população.

Enquanto isso, nas escolas, a realidade segue sendo de adaptação forçada — agora com menos recursos e mais incertezas.

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