Saúde mental em crise: GDF é alvo de críticas por abandono da rede pública no DF

Foto: Kennedy Cruz/Brasil de Fato

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O Distrito Federal enfrenta uma grave crise na saúde mental pública. Com uma das piores coberturas de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do país, o DF convive com uma rede insuficiente, filas prolongadas e falta de investimentos estruturais em atendimento especializado. Atualmente, a capital possui apenas 0,54 CAPS para cada 100 mil habitantes, índice muito abaixo da média nacional. 

Especialistas, servidores e movimentos sociais afirmam que a situação se agravou nos últimos anos sem que o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentasse medidas proporcionais para ampliar a assistência. A demanda por atendimento em saúde mental cresceu significativamente, mas a rede pública segue sem expansão compatível, deixando pacientes e familiares em situação de abandono. 

O cenário provocou uma forte mobilização nesta segunda-feira (18). Sob as palavras de ordem “manicômio nunca mais” e “trancar não é cuidar”, usuários da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), familiares, profissionais da saúde e movimentos sociais realizaram um ato em frente ao Palácio do Buriti para denunciar o que classificam como abandono da política de saúde mental no Distrito Federal. 

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Os manifestantes criticaram a precarização da rede pública, a falta de novos CAPS e a manutenção de estruturas consideradas ultrapassadas dentro da política psiquiátrica do DF. Também houve críticas à tentativa de transferência do CAPS AD III Candango do Setor Comercial Sul para o SAAN, medida vista por profissionais e usuários como um processo de afastamento da população vulnerável do centro da capital. 

Além do déficit de unidades especializadas, o DF ainda enfrenta denúncias relacionadas às condições do Hospital São Vicente de Paulo, única unidade psiquiátrica pública da capital, onde persistem reclamações sobre superlotação, estrutura precária e dificuldades no atendimento. 

Enquanto a rede extra-hospitalar permanece insuficiente, famílias relatam espera de meses, e até anos para acesso a consultas e acompanhamento contínuo. Para movimentos da luta antimanicomial, o atual cenário evidencia não apenas falhas administrativas, mas uma política marcada pela negligência e pela falta de prioridade do GDF em relação à saúde mental. 

Os grupos cobram a ampliação urgente da Rede de Atenção Psicossocial, a construção de novos CAPS e o fortalecimento do cuidado em liberdade, defendendo que saúde mental deve ser tratada como política pública essencial e não como tema secundário dentro da gestão distrital.

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