Dinheiro Público

Rombo de R$ 8 milhões no Banco Master pode acabar nas costas dos contribuintes de Fátima do Sul

publicidade

Justiça nega liminar para recuperar recursos do IPREFSUL e aumenta preocupação com futuro da previdência municipal

A negativa da Justiça em conceder liminar para garantir a recuperação dos mais de R$ 8,2 milhões aplicados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul (IPREFSUL) no Banco Master acendeu um alerta sobre quem poderá arcar com o prejuízo caso os recursos não sejam recuperados.

A decisão do juiz Vitor Dias Zampieri, da 1ª Vara de Fátima do Sul, manteve o indeferimento dos pedidos de bloqueio e retenção de créditos do banco, enquanto a própria Justiça enfrenta dificuldades para localizar oficialmente a instituição financeira, após tentativas frustradas de citação em endereços de São Paulo e Rio de Janeiro.

O montante, que era de aproximadamente R$ 7 milhões quando foi aplicado em junho de 2024, já supera R$ 8,2 milhões em valores atualizados. O dinheiro pertence ao fundo previdenciário dos servidores municipais e tem como finalidade garantir o pagamento de aposentadorias e pensões futuras.

Especialistas em previdência pública alertam que, quando ocorre perda significativa de recursos em fundos previdenciários, a conta dificilmente desaparece. Caso o patrimônio do instituto fique comprometido, o déficit atuarial pode exigir aportes extras do município para garantir os benefícios dos segurados.

Leia Também:  CBF mexe na tabela para acomodar times do Brasil em finais da Libertadores e Sul-Americana

Na prática, isso significa que o prejuízo pode acabar sendo coberto pelos cofres públicos, alimentados pelos impostos pagos pela população. Dependendo do tamanho do rombo e das condições financeiras do município, também podem ser necessários aumentos de contribuições previdenciárias dos servidores ou remanejamento de recursos que poderiam ser destinados a áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a Operação Charitzut, deflagrada pela Polícia Federal no dia 27 de maio, que resultou no afastamento cautelar da diretoria do instituto. A investigação apura circunstâncias relacionadas aos investimentos realizados pelo IPREFSUL.

Apesar da polêmica, o instituto sustenta que a aplicação foi realizada com base em parecer técnico da consultoria Crédito & Mercado e tinha como objetivo diversificar a carteira de investimentos e aumentar a rentabilidade necessária para o cumprimento da meta atuarial.

Enquanto a batalha judicial prossegue e a recuperação dos recursos permanece incerta, cresce a preocupação entre servidores e moradores de Fátima do Sul. Afinal, se os milhões investidos não retornarem aos cofres da previdência municipal, a pergunta que começa a ecoar é inevitável: quem vai pagar essa conta?

Leia Também:  Dupla é presa em barracão de empresa em Campo Grande com 2,5 toneladas de drogas para comércio em São Paulo

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide

publicidade

Previous slide
Next slide