ESCÂNDALO DOS CONSIGNADOS

Wellington acusa governo Mauro Mendes de ‘roubar’ servidores por meio dos consignados em MT

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O senador Wellington Fagundes (PL) elevou o tom das críticas contra a gestão do governador Mauro Mendes (União) e afirmou que os servidores públicos de Mato Grosso foram “roubados” por meio dos empréstimos consignados oferecidos ao funcionalismo estadual. A declaração foi feita durante pronunciamento no plenário do Senado Federal e divulgada nas redes sociais do parlamentar na quinta-feira (17).

Segundo Wellington, o governo estadual teria autorizado a entrada do Banco Master no sistema de consignados, permitindo práticas que prejudicaram milhares de servidores.

No meu estado também, os servidores públicos foram roubados através dos consignados dos servidores públicos, assinado pelo governo do Estado a autorização para o Banco Master chegar lá e roubar do servidor público mato-grossense”, declarou o senador.

As críticas surgem após reportagem do portal Metrópoles revelar que Mauro Mendes participou, em maio de 2023, de um evento promovido pelo então banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ocasião em que o governador chegou a experimentar uma peça de carne coberta com ouro. Mendes negou qualquer irregularidade, afirmou que custeou suas despesas com recursos próprios, disse que não participou de jantar e que sequer conhece Vorcaro.

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Conforme registros do Diário Oficial do Estado, as primeiras menções ao Banco Master na operação de empréstimos consignados para servidores estaduais apareceram em junho de 2023.

Fraudes nos consignados

Em 2025, um esquema de fraudes envolvendo instituições financeiras que operavam empréstimos consignados para o funcionalismo de Mato Grosso veio à tona. Dados disponíveis na Assembleia Legislativa apontam que, dos cerca de 104 mil servidores estaduais, aproximadamente 62 mil possuíam contratos de consignados. Em diversos casos, os descontos ultrapassavam 50% dos vencimentos dos trabalhadores.

De acordo com o relator da CPI do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o mesmo modelo de atuação foi identificado em 23 estados e em mais de 160 prefeituras brasileiras.

RGA volta ao centro do debate

Wellington também associou o aumento da procura por empréstimos ao não pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), mecanismo destinado a recompor as perdas inflacionárias dos servidores públicos. O senador criticou tanto Mauro Mendes quanto o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apontado como possível sucessor do atual chefe do Executivo estadual.

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“O que é o RGA? É apenas a atualização monetária dos salários, e esse governo não quis fazê-lo, e o atual governador insiste em continuar dizendo que não vai pagar o RGA. O servidor foi roubado. O RGA é apenas a correção do salário do servidor, e eles não querem pagar, querem insistir em massacrar o servidor público, e nós não vamos aceitar”, afirmou.

Até o momento, o Governo de Mato Grosso não se manifestou sobre as declarações do senador. O Banco Master também não comentou as acusações.

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