A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (24), a segunda fase da Operação Falsa Promessa, que investiga uma organização criminosa especializada na aplicação de golpes por meio da venda de falsos consórcios. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 22 milhões entre 2023 e 2025, e o suposto líder do esquema seria um funcionário do Banco de Brasília (BRB).
A ação foi conduzida pela 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II), que identificou uma estrutura organizada para atrair consumidores interessados na aquisição de cartas de crédito com promessa de contemplação rápida. As ofertas eram divulgadas em redes sociais e plataformas de comércio eletrônico, utilizando anúncios que prometiam acesso facilitado a financiamentos e bens de alto valor.
De acordo com a investigação, os interessados eram encaminhados para atendimentos presenciais em lojas mantidas pela organização, o que ajudava a transmitir uma falsa sensação de credibilidade e segurança. No entanto, os valores pagos pelas vítimas não eram destinados a administradoras de consórcio autorizadas pelo Banco Central, mas sim a empresas controladas pelo próprio grupo criminoso.
Após o recebimento dos recursos, os valores eram pulverizados entre diversas contas bancárias, em uma estratégia que, segundo a polícia, tinha como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e caracterizar a prática de lavagem de capitais.
Prejuízos e número de vítimas
Até o momento, a PCDF confirmou ao menos 45 vítimas identificadas, com prejuízo comprovado superior a R$ 278 mil. Contudo, os investigadores acreditam que tanto o número de pessoas lesadas quanto o montante efetivamente desviado sejam muito maiores.
A movimentação financeira detectada ao longo das apurações ultrapassa os R$ 22 milhões, valor considerado incompatível com a atividade formal declarada pelos investigados.
Prisões e bloqueio de bens
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva contra integrantes da organização. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 14 milhões em bens e ativos financeiros, medida que busca garantir eventual ressarcimento às vítimas.
Ao todo, 13 pessoas foram indiciadas pelos crimes de fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que deverá analisar o oferecimento de denúncia à Justiça.
























