Paciente morre após aguardar atendimento no Hospital de Base; família denuncia descaso

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A morte do vigilante Rodrigo Resende do Prado, de 46 anos, no último domingo (12), reacendeu o debate sobre a demora no atendimento de pacientes em estado grave na rede pública de saúde do Distrito Federal. O caso, ocorrido no Hospital de Base, administrado pelo Iges-DF, é apontado pela família como mais um episódio de possível descaso no acolhimento de pessoas que procuram socorro em situação de emergência.

Segundo familiares, Rodrigo chegou ao pronto-socorro por volta das 13h com fortes dores no peito e dificuldade para respirar. Após realizar o cadastro na recepção, ele teria permanecido aguardando atendimento por cerca de uma hora, enquanto seu quadro clínico se agravava. Ainda de acordo com a família, mesmo diante das insistentes reclamações sobre a piora do paciente, o atendimento médico não teria sido iniciado.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que Rodrigo sofre um mal súbito e desaba na área externa do hospital. Somente após o colapso, equipes de saúde iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) e o encaminharam para a sala vermelha, destinada aos casos mais graves. Apesar dos esforços, ele não resistiu.

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Os familiares afirmam que Rodrigo já havia procurado atendimento no Hospital de Base dois dias antes, na sexta-feira (10), apresentando sintomas semelhantes. Na ocasião, foi avaliado e recebeu alta, retornando à unidade no domingo após a piora do quadro.

Diante da repercussão, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) instaurou uma apuração administrativa para esclarecer as circunstâncias da morte. Em nota, a instituição informou que o paciente deixou a recepção após realizar o cadastro e sustentou que a equipe assistencial foi acionada imediatamente quando houve o relato do mal-estar, acrescentando que todos os protocolos técnicos foram seguidos.

A versão, no entanto, é contestada pela família, que sustenta que o socorro só ocorreu quando Rodrigo já estava inconsciente. O episódio aumenta a pressão sobre a gestão da saúde pública do Distrito Federal e reforça as críticas à demora no atendimento em unidades de urgência e emergência, problema frequentemente relatado por usuários do sistema.

A investigação interna deverá analisar imagens, registros de atendimento e os procedimentos adotados pela equipe para verificar se houve falhas no acolhimento, na classificação de risco ou no fluxo assistencial. Enquanto a apuração não é concluída, familiares cobram respostas e responsabilização, caso seja comprovada negligência.

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