DENÚNCIA

“Estou totalmente insegura”: paciente que denunciou estupro na UTI segue sem dormir e espera transferência

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A paciente de 27 anos que denunciou ter sido vítima de estupro enquanto estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul afirmou que continua vivendo sob forte abalo emocional e permanece internada na mesma unidade hospitalar onde relata ter sofrido a violência. As informações foram publicadas pelo Campo Grande News.

Segundo o relato da paciente, ela enfrenta dias de medo, insegurança e ansiedade desde o episódio. “Não estou comendo nem dormindo. Estou totalmente insegura de estar aqui”, declarou ao veículo.

A mulher está internada desde o dia 15 de junho devido a complicações na gravidez. Em 30 de junho, após o parto, sofreu uma hemorragia e precisou ser encaminhada para a UTI. Foi durante esse período de recuperação que, segundo a denúncia, teria ocorrido o abuso sexual.

De acordo com o depoimento publicado , o técnico de enfermagem investigado participou dos cuidados prestados à paciente durante o plantão e, posteriormente, retornou ao leito.

A paciente afirma que recebeu medicações e ficou sonolenta. Em seguida, relata ter percebido que o profissional praticava ato sexual sem seu consentimento.

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“Eu estava bem sonolenta. Quando eu abri o olho, ele saiu bem rápido. Eu acredito que ele achou que eu estava dormindo”, disse à reportagem.

Ainda segundo o relato, ela estava desacompanhada, já que acompanhantes não eram permitidos na UTI, e afirma ter se sentido completamente vulnerável.

Após denunciar o caso, a paciente informou que passou a viver em constante estado de alerta dentro do hospital e chegou a manifestar o desejo de deixar a unidade antes da alta médica. Segundo ela, somente após insistir por providências recebeu a promessa de transferência para outro hospital, o que ainda não havia ocorrido até a segunda-feira (13), conforme informou ao Campo Grande News.

“Agora não fico mais sozinha. Tenho muito medo”, afirmou.

Investigação

O caso é investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como estupro de vulnerável. A Polícia Civil solicitou à Justiça medidas protetivas contra o técnico de enfermagem de 52 anos investigado, incluindo a proibição de exercer atividades que envolvam contato direto com pessoas em situação de vulnerabilidade durante a apuração.

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Posicionamento do Hospital Regional

Em nota divulgada no domingo (12), o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que tomou conhecimento da denúncia na sexta-feira (10) e afirmou estar adotando todas as medidas necessárias para apurar os fatos, além de prestar acolhimento e suporte à paciente.

A instituição declarou ainda que confia na investigação e que os responsáveis serão devidamente identificados e responsabilizados, caso sejam confirmadas irregularidades.

Defesa do investigado

A defesa do técnico de enfermagem sustenta a inocência do profissional. Em manifestação encaminhada ao Campo Grande News, o advogado Matheus Morandi informou que o inquérito tramita sob segredo de Justiça e afirmou confiar que a investigação esclarecerá os fatos e demonstrará a inexistência do crime atribuído ao seu cliente.

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