O senador Jayme Campos (União Brasil) afirmou, durante discurso no Senado Federal nesta quarta-feira (12), que devem ser aprofundadas as investigações sobre a destinação dos recursos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a antiga operadora Oi.
Segundo o parlamentar, uma denúncia apontaria que parte dos valores teria chegado a empresas privadas supostamente ligadas ao ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho e ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Jayme citou nominalmente os dois ao mencionar um empreendimento no Estado do Piauí.
“Acabou de sair uma denúncia agora, de que dinheiro desviado, ou seja, roubado, os R$ 308 milhões do negócio com a Oi, também foram parar em empresas particulares que não são do Estado de Mato Grosso”, declarou o senador.
Jayme também afirmou que Mauro Carvalho, que deixou o cargo na terça-feira (11), e Pivetta seriam sócios de um empreendimento relacionado a uma usina no Piauí. Diante das acusações, o senador defendeu que a informação seja formalmente apurada pelas autoridades.
A declaração ocorre em meio às repercussões da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas relacionadas ao acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a antiga Oi. A operação apura possíveis irregularidades na negociação envolvendo créditos tributários e a destinação dos recursos.
Durante o discurso, Jayme Campos elevou o tom das críticas e afirmou que não pode haver tolerância com eventual desvio de dinheiro público.
“Não podemos permitir que o dinheiro do povo de Mato Grosso seja roubado à luz do dia, praticamente, para uma organização criminosa, uma quadrilha que se instalou no nosso Estado”, afirmou.
O senador ainda fez um apelo para que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal não interrompam as investigações e aprofundem a apuração sobre o destino dos valores.
“Faço um apelo aqui às autoridades competentes, sobretudo à própria Polícia Federal, que não pare na sua investigação, ao Ministério Público Federal, que não pare a sua investigação”, declarou.
Acusações precisam ser comprovadas
As afirmações sobre eventual desvio dos recursos e sobre a suposta ligação dos valores com empresas relacionadas a Pivetta e Mauro Carvalho foram feitas por Jayme Campos durante seu pronunciamento. Até que as suspeitas sejam comprovadas pelas autoridades, não é possível afirmar que houve desvio ou participação dos citados em qualquer irregularidade.
O caso deverá continuar sob investigação, especialmente diante das medidas adotadas pela Polícia Federal na Operação Heritage. A apuração busca esclarecer a legalidade do acordo de R$ 308 milhões, a movimentação dos recursos e eventual responsabilidade de agentes públicos ou particulares.





















