MATO GROSSO

TRE mantém vídeo de Taques no ar e rejeita tentativa de censura: “Panhô ou não panhô?”

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso decidiu manter no ar um vídeo publicado pelo ex-governador Pedro Taques (PSB) com críticas e referências à Operação Heritage, que investiga um acordo de R$ 308 milhões envolvendo o Governo de Mato Grosso e a antiga operadora Oi.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (12) pela juíza Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ao analisar pedido de liminar apresentado pela Federação União Progressista. A entidade solicitava a retirada do conteúdo, alegando que a publicação associava o pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (União) a crimes como apropriação de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

No vídeo, Taques reúne trechos de reportagens e declarações de terceiros e utiliza expressões como “tá provado”, “isso é roubo” e “quem rouba é ladrão”. A publicação também faz referência à operação da Polícia Federal e questiona a situação envolvendo o ex-governador Mauro Mendes.

Juíza aponta liberdade de expressão

Ao negar a liminar, Glenda Moreira Borges afirmou que, durante a pré-campanha, a liberdade de expressão política e o debate público devem prevalecer, cabendo à Justiça Eleitoral interferir somente em situações excepcionais.

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Segundo a magistrada, a legislação eleitoral estabelece o princípio da “menor interferência possível” da Justiça Eleitoral no debate político, especialmente no ambiente digital.

A juíza destacou ainda que não identificou, em uma análise preliminar, elementos concretos suficientes para determinar a retirada do vídeo.

Para ela, o material reúne reportagens e manifestações de terceiros e, neste momento processual, não seria possível afirmar que o conteúdo apresenta fato “sabidamente inverídico”.

Pedido ainda será analisado no mérito

A magistrada também considerou que não havia elementos suficientes, nesta fase inicial, para caracterizar ataque à honra ou à imagem do pré-candidato Mauro Mendes.

“Não havendo como precisar, neste momento, ataque à honra e à imagem do pré-candidato, nem se manifesta como fato sabidamente inverídico”, destacou a decisão.

O processo foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para manifestação. Pedro Taques apresentou contestação espontaneamente antes mesmo de ser formalmente citado.

A decisão desta quarta-feira trata apenas do pedido de liminar. O mérito da representação ainda será analisado pelo TRE-MT, que poderá decidir posteriormente se houve ou não irregularidade na publicação.

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Até lá, o vídeo permanece disponível, mantendo no centro do debate político de Mato Grosso as acusações e questionamentos relacionados à Operação Heritage.

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