Campo Grande

De carros de luxo a rifas: influenciador Eduardo Razuk é preso em operação contra esquema ilegal

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Influenciador de Campo Grande, que acumula mais de 1 milhão de seguidores, já havia sido investigado por rifas de veículos e ostentava carros milionários nas redes sociais

O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva, conhecido como Eduardo Razuk, foi preso na manhã desta terça-feira (18), em Campo Grande, durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema envolvendo rifas ilegais de veículos de luxo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, Razuk ganhou notoriedade ao exibir uma rotina marcada por viagens, restaurantes, hotéis de luxo e carros de alto valor. O influenciador também ficou conhecido pela realização de rifas de veículos, atividade que já havia colocado seu nome no radar das autoridades.

Pouco antes da prisão, Razuk publicou registros de uma viagem a Angra dos Reis e informou aos seguidores que havia retornado a Campo Grande na noite de segunda-feira (17). Nas redes sociais, também divulgava informações sobre veículos que seriam entregues nos próximos dias.

Carros milionários

Entre os veículos apreendidos durante a operação está um Volkswagen Arteon, avaliado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. O modelo é considerado raro no país e Razuk seria um dos poucos proprietários desse veículo no Brasil.

Também foram apreendidos uma BMW avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão e uma Kombi estimada em R$ 300 mil.

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Segundo informações repassadas durante a operação, um galpão localizado na Vila Morumbi, em Campo Grande, com mais de 30 veículos, também será alvo de apreensão. O valor estimado da frota chega a aproximadamente R$ 10 milhões.

Histórico com rifas

As suspeitas envolvendo Razuk e rifas de veículos não são recentes. Em 2020, o influenciador já havia sido alvo de denúncias relacionadas à realização de sorteios considerados ilegais.

No início de 2021, ele voltou a promover rifas por meio de outro perfil nas redes sociais. Segundo informações divulgadas à época pelo UOL, uma das promoções oferecia um Ford Mustang Black Shadow, que tinha valor de mercado estimado em cerca de R$ 356 mil.

A promoção teria disponibilizado 20 mil cotas a R$ 50 cada, com potencial de arrecadação de aproximadamente R$ 1 milhão, valor superior ao preço do veículo oferecido como prêmio.

Para tentar regularizar a atividade, Razuk chegou a abrir empresas com a finalidade de promover rifas de forma legal. Entretanto, segundo as investigações, uma empresa registrada em nome de seu irmão, também preso nesta terça-feira, teria sido utilizada para receber valores relacionados às rifas.

A empresa atuava nos segmentos de construção civil e coleta e tratamento de resíduos e, conforme as informações divulgadas sobre a investigação, não possuía autorização específica para realizar esse tipo de atividade.

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Irregularidades também no trânsito

O influenciador também já havia se envolvido em outra polêmica. Em 2020, durante o período de restrições provocadas pela pandemia de Covid-19, Razuk foi investigado após ser flagrado dirigindo a cerca de 120 km/h em diferentes ruas de Campo Grande.

Naquele período, a cidade estava submetida a medidas de restrição de circulação e toque de recolher. O episódio resultou na abertura de inquérito policial.

Operação

Além de Eduardo Razuk, o irmão dele também foi preso nesta terça-feira. Um dos mandados foi cumprido no bairro Vilas Boas, onde os policiais apreenderam uma Ford Ranger e um Mini Cooper.

Ao todo, dois mandados de prisão foram cumpridos em Campo Grande. A operação também possui alvos no interior de Mato Grosso do Sul.

As investigações apuram a possível existência de um esquema estruturado para a realização de rifas de veículos de luxo, além de crimes relacionados à lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

A Polícia Civil ainda deverá detalhar o funcionamento do suposto esquema, a origem dos recursos movimentados e o papel de cada investigado.

Até o momento, as autoridades não informaram o número total de pessoas presas na operação nem o valor definitivo dos bens que serão apreendidos.

As acusações e suspeitas descritas na investigação ainda deverão ser analisadas pelas autoridades competentes, sendo assegurados aos investigados o direito à defesa e à presunção de inocência.

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