Brasil dos Privilégios

Benefícios pagos pelos MPs crescem e somam R$ 5,8 bilhões em 1 ano

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Pagamentos de benefícios além das remunerações mensais fazem promotores terem vencimentos superiores a R$ 100 mil por mês

 

Pagamentos de benefícios além dos salários de promotores e procuradores dos Ministérios Públicos Estaduais cresceram 17% entre 2023 e 2024 e chegaram a R$ 5,8 bilhões em um ano.

O dado contempla as folhas de pagamentos de 18 Ministérios Públicos e foi reunido por uma plataforma da ONG Transparência Brasil. Em apenas um dos 18 MPs estaduais a cifra não aumentou. Houve crescimento desses gastos em todos os outros.

A entidade reúne, mês a mês, números sobre despesas do Judiciário e do Ministério Público com os contracheques de juízes, promotores e procuradores.

No caso dos Ministérios Públicos, nem todos têm divulgado informações completas, e decisões do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que deveria fiscalizar as Promotorias, dificultam acesso aos rendimentos de promotores e procuradores.

Gratificação natalina e licença-prêmio

Entre os benefícios, estão pagamentos comuns ao mercado privado, como férias e auxílio-alimentação, e penduricalhos criados no Poder Judiciário e do MP, como gratificação natalina, auxílio-saúde, licença-prêmio e licença compensatória.

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O teto salarial do Ministério Público é equivalente ao salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 44 mil.

Gratificação natalina e licença-prêmio

Entre os benefícios, estão pagamentos comuns ao mercado privado, como férias e auxílio-alimentação, e penduricalhos criados no Poder Judiciário e do MP, como gratificação natalina, auxílio-saúde, licença-prêmio e licença compensatória.

O teto salarial do Ministério Público é equivalente ao salário de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 44 mil.

Promotora do Amapá recebeu R$ 800 mil

Pagamentos de benefícios extras fazem com que promotores e procuradores tenham supersalários, muito acima do teto do STF. É o caso, por exemplo, de uma promotora do Amapá que, somente em fevereiro deste ano, recebeu mais de R$ 800 mil líquidos em razão de um pagamento de verbas indenizatórias.

No MP do Maranhão, oito promotores receberam mais de R$ 200 mil em um único mês no período analisado, entre 2024 e 2025.

Parte desses pagamentos, não raro, cai nas contas de promotores quando conselhos superiores dos MPs reconhecem, por exemplo, que benefícios deveriam ter sido pagos no passado.

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Nesses casos, os pagamentos não respeitam a fila de precatórios e são transferidos pouco tempo depois das decisões que reconhecem o direito. Promotores e associações de defesa de seus interesses são autores desses pedidos.

Em 2023, por exemplo, o CNMP aprovou, em um minuto e 17 segundos, o pagamento por excesso de trabalho, que garantiu repasses de R$ 11 mil mensais a membros do Ministério Público Federal (MPF).Recentemente, o penduricalho começou a ser replicado nos Ministérios Públicos Estaduais, um efeito cascata comum após a autorização de novos pagamentos a membros de carreiras jurídicas.

Metrópoles

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