CORUMBÁ

Câmara abre procedimento para investigar vereador que ameaçou ambulante em Corumbá

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Comissão terá um prazo máximo de 90 dias para conclusão do Procedimento Ético Disciplinar

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Corumbá iniciou o procedimento ético disciplinar para apurar o caso envolvendo as ameaças feitas pelo vereador Elio Moreira Júnior (PP) ao vendedor ambulante José Elizeu.

A apuração da Casa de Leis começou na última sexta-feira (9), mas o caso aconteceu no dia 27 de dezembro de 2025. A reunião, segundo o Diário Corumbaense, foi realizada na sala de reuniões dos vereadores em cumprimento a ofício da Mesa Diretora, encaminhado na quinta-feira, 8, pelo presidente Ubiratan Canhete de Campos Filho (PSDB),ao presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, Roberto Gomes Façanha (PP).

No mesmo dia, Façanha convocou os integrantes para instauração do procedimento. A partir de agora, a Comissão terá um prazo máximo de 90 dias para conclusão do Procedimento Ético Disciplinar, cujo parecer será colocado em votação pelo plenário da Câmara Municipal de Corumbá para aprovação ou rejeição.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar é integrada ainda pelo vereador Hesley Sant’Ana (PSB) e pela vereadora Hanna Santana (MDB) como primeiro e segundo membros. Ainda segundo o Diário Corumbaense, além deles, fazem parte os vereadores Jovan Temeljkovitch (PDT) e Alexandre Vasconcellos (PSDB) na primeira e segunda suplência, respectivamente.

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A Delegacia Regional de Polícia Civil, que abriu procedimento para apurar o caso, informou que o vereador Elio Moreira Junior cometeu os crimes de injúria (pena de detenção de 3 meses a 1 ano), ameaça (detenção de 1 a 6 meses) e dano (também detenção de 1 a 6 meses) contra José Elizeu. “Agora as próximas providências estão a cargo do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou o delegado regional, Fabrício Dias dos Santos ao portal local.

Todas as partes envolvidas prestaram depoimento, além de testemunhas civis, policiais militares e policiais civis de plantão. Também foram analisadas imagens das câmeras internas e externas da delegacia, bem como registros do sistema, relatórios de plantão e os vídeos que circularam nas redes sociais.

Relembre

A confusão envolvendo o vereador e o vendedor de salgados, ocorreu no final da tarde do dia 27 de dezembro, em frente à lanchonete da família do parlamentar, localizada na Rua Delamare, centro de Corumbá.

As imagens, gravadas pelo ambulante, indicam que tudo começou após uma divergência com a esposa do vereador, que estava no estabelecimento comercial. José havia parado em frente ao prédio para vender seus salgados.

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Durante a gravação, o vereador aparece, afirma ser o proprietário da lanchonete e acusa o homem de incomodar sua esposa. Em seguida, enquanto as imagens ainda eram gravadas, Elinho Jr. faz ameaças e quebra o isopor utilizado pelo vendedor para armazenar os salgados. O vídeo termina com o vereador e a esposa mandando que as imagens fossem apagadas.

Horas depois do ocorrido, o ambulante publicou um vídeo dizendo: “eu me alterei, eles também se alteraram, então, pessoal, não leve isso adiante”. No entanto, no dia seguinte, José Elizeu fez nova postagem em sua rede social, na qual afirma ter sido forçado a fazer a publicação. A Polícia Civil também abriu procedimento interno para apurar a denúncia de que um policial civil teria coagido o vendedor.

Já o vereador se pronunciou por meio de vídeo e afirmou ter “perdido a cabeça”.

JORNAL MIDIAMAX

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