novo reajuste

Consumidores pagam mais caro, mas seguem enfrentando falhas no fornecimento

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O recente aumento de mais de 12% na tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, aprovado pela Aneel, reacendeu uma queixa antiga da população: pagar mais por um serviço considerado instável e, em muitos casos, precário.

Com o novo reajuste aplicado à concessionária Energisa, consumidores já relatam preocupação com o impacto direto no orçamento familiar  principalmente diante de um cenário de alta no custo de vida. No entanto, o aumento não vem acompanhado, segundo usuários, de melhorias perceptíveis na qualidade do fornecimento.

Quedas de energia e demora no atendimento

Entre as principais reclamações estão as constantes quedas de energia, oscilações na rede e demora no restabelecimento do serviço, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros. Moradores relatam prejuízos com eletrodomésticos queimados e interrupções em atividades comerciais.

“Todo mês a conta vem mais cara, mas quando falta energia ficamos horas esperando solução”, afirma um comerciante da região sul do Estado.

Tarifa pressionada por encargos

Segundo dados apresentados no processo tarifário, grande parte do aumento está ligada a encargos setoriais, como os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Esses componentes, definidos por políticas públicas, têm pesado cada vez mais na composição da tarifa final.

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Mesmo com a aplicação de mecanismos como o diferimento tarifário — que suaviza o impacto imediato — especialistas alertam que a conta apenas é adiada, recaindo futuramente sobre o consumidor.

Falta de investimento e previsibilidade

Durante a análise do reajuste, representantes de consumidores também apontaram preocupação com a ausência de políticas estruturais para o setor elétrico. A crítica central é que os aumentos sucessivos não vêm acompanhados de investimentos proporcionais na melhoria da rede e na ampliação da capacidade de atendimento.

Além disso, a falta de previsibilidade tarifária dificulta o planejamento financeiro de famílias e empresas, agravando o cenário econômico local.

População paga a conta

Com cerca de 1,1 milhão de consumidores afetados, o reajuste já é considerado o maior dos últimos três anos no Estado. Para muitos, o sentimento é de insatisfação crescente: além de arcar com tarifas mais altas, o consumidor ainda convive com falhas no serviço.

A discussão sobre qualidade e custo da energia deve ganhar força nos próximos meses, especialmente se novos reajustes forem confirmados — mantendo o ciclo de aumento sem solução efetiva para os problemas apontados pela população.

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