SEGURANÇA

DEAM mais uma vez é denunciada por atendimento irregular com falta de solidariedade e cuidados a vítima na Capital

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O descaso, falta de profissionalismo ou gestão em cumprir normas de Leis ou no mínimo, a falta de sororidade, tão propalada, faz novamente a DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) em Campo Grande, ser alvo de nova denúncia por ação irregular com falta de solidariedade e cuidados a vítima, na noite desta segunda-feira (25). A vítima, indireta, mas vítima, aponta que foi levada a delegacia, mas não teve atendimento adequado e ainda foi liberada junto com o apontado agressor e não foi levada em casa, como preconiza as regras.

Assim, mais uma vez, o órgão policial que seria ‘especializado’, ao menos por parte de alguns, não cumpre regulamentos de Leis ante a segurança de vítimas e da geral Segurança Pública. Bem como, não pratica a bonita propaganda do governo do Estado, em horário nobre da TV e o discurso do governador Eduardo Riedel, de bom tratamento as Mulheres. Se lançou ‘mudanças’ e até nova DEAM na Capital, ante repercussão do caso que antecedeu o Feminicídio da jornalista Vanessa Ricardi, no fim de fevereiro deste ano.

Mas, o ‘novo’ atendimento inseguro e até desumanizado, foi denunciado na noite desta segunda-feira, por uma estudante da UFMS (Universidade Federal de MS), que teria flagrado um homem se masturbando na Concha Acústica da universidade na Capital. Ela denuncia ter sido assediada pelo suspeito, gravou a situação e chamou a Polícia. O homem foi detido pela Polícia Militar e levado para a Deam, na noite de ontem.

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Porém, o que poderia ser exemplo de denúncia e ação até rápida, foi ao contrario no atendimento e principalmente sua finalização. “Soltaram o cara pelo mesmo portão que eu”, aponta a estudante, que é uma mulher transexual. Ela reclama do atendimento que teria recebido na Deam, e que, no dito final, não tinha ninguém para acompanha-la e o pior, liberaram o então assediador, junto e pelo mesmo portão que ela.

“Soltaram o cara, junto comigo, pelo mesmo portão que eu e ainda disseram que não tinha ninguém para me trazer em casa”, relata a estudante-vítima, que escreveu a situação em uma rede social.

O início do caso

O caso registrado pela estudante da UFMS e então vítima indireta, pois não chegou a ser molestada pessoal, direta e fisicamente, mas se torna vítima, teve vídeo publicado por ela, onde mostra o homem exibindo as partes íntimas na Concha Acústica da UFMS. “Abusador aqui. Só vou mostrar e sair correndo”, diz ela na gravação, no local utilizado para apresentações culturais na universidade.

Após perceber a aproximação da mulher, ele vestiu as calças e se afastou. Mas, ela chamou a PM, que localizou o acusado e os levou para DEAM, local ‘especializado’ para crimes contra a Mulher.

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A menina estaria sozinha no câmpus, por volta de 21hs, quando viu o rapaz. Ela descreveu que “Ele chegou e começou a falar coisas pejorativas e em seguida colocou o membro para fora”, relata.

Então, ela acionou a segurança da UFMS e o homem foi localizado e detido pela PM, ainda no interior do campus. Todos foram levados para a Delegacia, onde se iniciaram procedimentos de praxe e finalizado hora depois, com o denunciado encerramento irregular e espantoso para a vítima, sendo ‘deixada’ a ‘própria sorte’ com o apontando agressor.

Em outro vídeo, a mulher registrou que ela e o suspeito de assédio teriam sido liberados da Deam pelo mesmo portão e no mesmo horário. “Soltaram o cara pelo mesmo portão que eu e ainda disseram que não tinha ninguém para me trazer em casa”.

A reportagem solicitou esclarecimentos à Deam e à UFMS, mas ainda não recebeu resposta. O espaço segue aberto.

Violências

O Pauta Diária chegou a publicar ontem, que “MS sem políticas públicas é o terceiro no País com mais violência contra jovens que vitimiza ainda mais as mulheres e a população LGBT”.

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