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Riedel e Azambuja rifam Bolsonaro e deixam Nelsinho na banguela

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Em MS, manda-chuvas do PP e PL ajustaram traições com “efeito dominó” para alavancarem projeto de Tarcísio

A expectativa de ser o segyundo voto deixa de ser sonho e vira um pesadelo para o senador Nelsinho Trad (PSD). Para beneficiar o projeto do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) de apropriar-se do vácuo de Jair Bolsonaro e consolidar-se como candidato da direita e do bolsonarismo em 2026, uma armação demolidora pode estar sendo executada pelo trio Waldemr da Costa Neto, presidente nacional do PL, goverador Eduardo Riedel (PP) e ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).

Riedel e Azambuja, manda-chuvas do PP e PL em Mato Grosso do Sul, avistaram-se na quinta-feira, 06, com Costa Neto, em Brasília. E os cenários desse encontro indicam que deram-se as mãos para tirar do ex-presidente o poder de indicar e “batizar” o nome que vai completar a chapa direitista na disputa pelo Senado. Para as duas vagas em disputa, o primeiro voto está definido: Reinaldo Azambuja. O segundo nome seria o do senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD e pré-candidato à reeleição.

PROTESTOS – Os bolsonaristas do PL, por decisão dos dirigentes e da maioria do diretório regional, aprovaram a filiação de Azambuja, porém enfrentaram os inflamados protestos de correntes internas que seguem, entre outros, o deputado federal Marcos Pollon e o deputado estadual João Henrique. A tentativa de administrar a mal-humorada reação a Azambuja reforçou nos líderes do PL, especialmente a senadora Tereza Cristina e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, a exigência de reivindicar para o partido a indicação do segundo nome na chapa senatorial.

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Coim isso, o PL excluiria Nelsinho Trad da composição e alojaria na chapa a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira. Ela é esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, que ama ser reconhecido como “o gordinho do Bolsonaro”. Acontece que esta solução desagrada um outro nicho bolsonarista, liderado pelo ex-deputado estadual e ex-candidato ao governo, o Capitão Contar. Ele quer a vaga para o Senado, que também seria um objetivo acalentado por Pollon.

Assim como a opção inicial por Nelsinho Trad não foi digerida no compartimento do bolsonarismo-raiz, desenhando uma rebeldia capaz de criar divisões internas, sua exclusão também vai jogar na fogueira lenhas com alto poder de combustão. Uma delas é a flagrante traição aplicada em Jair Bolsonaro, com a unção de Tarcísio sem o seu aval e de toda a sua família. Da esposa, a ex-primeira-dama Michelle, aos filhos – senador Flávio, deputado federal Eduardo, vereador Jair Renan e o ex-senador Carlos, agorea pré-candidato ao Senado em Santa Catarina -, a rejeição ao governador paulista como substituto do pai é unânime.

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FOTOGRAFIAS REVELADORAS – Imagens e declarações de protagonistas da traição a Bolsonaro povoam as redes sociais. Uma das fotografias estampa, sorridentes, e até dando-se as mãos, o trio Costa Neto, Riedel e Azambuja. O ex-governador declara: “Reunimos ontem em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, reforçando a importância das forças políticas de centro-direita estarem unidas em projeto estadual e nacional, essencial para o desenvolvimento do Brasil”.

Sem detalhar qual projeto nacional e estadual, Azambuja emenda: “Aqui, nós vamos marchar juntos pela reeleição do governador Eduardo Riedel e vamos somar para a vitória do projeto nacional. Disse, repito, que está na hora de o país ter uma gestão estável e com responsabilidade fiscal. Só assim vamos retomar o crescimento e fazer os investimentos que a população espera e merece”. Como se vê, nenhuma alusão a Jair Bolsonaro foi legendada na imagem ou sobre o conteúdo do encontro.

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