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Empresa de MS é aprovada em “prova de fogo” para gerir a Lotesul

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A empresa sul-mato-grossense Dodmax Tecnologia foi aprovada na prova de conceito da licitação da Lotesul (Loteria de Mato Grosso do Sul) e segue como favorita para assumir a gestão da plataforma tecnológica da loteria estadual. O resultado foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (8).

Conhecida nos bastidores como “prova de fogo”, a etapa técnica avalia se a empresa consegue demonstrar, na prática, o funcionamento do sistema exigido no edital. A sessão foi retomada na última quarta-feira (6), e a Dodmax conseguiu atender os 113 itens previstos pela comissão de avaliação.

Com a aprovação, as demais empresas participantes foram convocadas para o prosseguimento do certame, marcado para o próximo dia 13 de maio de 2026, às 8h30, no horário de Mato Grosso do Sul.

O governo estadual pretende contratar uma empresa especializada para implantação e operação da plataforma tecnológica que controlará as atividades lotéricas da Lotesul. O sistema deverá integrar meios de pagamento, gerenciar o fluxo financeiro dos operadores lotéricos e permitir controle total das operações da loteria estadual.

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O contrato também prevê manutenção, customizações e atualizações da plataforma durante toda a vigência contratual, além da entrega integral do código-fonte e do banco de dados ao Estado ao fim do vínculo.

Três empresas já foram eliminadas

A disputa pela gestão da Lotesul já eliminou três das cinco empresas participantes do pregão eletrônico.

A mais recente desclassificada foi a Idea Maker Meios de Pagamento e Consultoria Ltda. Os representantes da empresa enfrentaram dificuldades para acessar o próprio sistema durante a apresentação técnica, e a prova acabou encerrada em menos de 30 minutos. Posteriormente, a comissão oficializou a reprovação.

Antes disso, em março, a Prohards Comércio, Desenvolvimento e Serviços em Tecnologia da Informação LTDA também havia sido reprovada após deixar de cumprir 35 dos mais de 100 requisitos previstos no edital.

Já em fevereiro, a Lottopro Jogos de Apostas e Gestão de Lotéricas LTDA não conseguiu comprovar a existência do chamado “cofre eletrônico”, ferramenta considerada essencial para garantir o recebimento da parte dos lucros destinada ao Estado.

Licitação teve suspensões e reviravoltas

A concorrência para implantação da Lotesul foi reaberta em janeiro deste ano após duas suspensões anteriores.

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Na ocasião, a Lottopro havia apresentado a melhor proposta financeira entre as cinco participantes, oferecendo repasse de 43,36% da receita bruta ao Estado percentual que poderia gerar aproximadamente R$ 22 milhões em arrecadação.

Apesar disso, a empresa acabou desclassificada pela Secretaria Estadual responsável pela licitação após a comissão apontar descumprimento de exigências técnicas do edital.

Entre os pontos questionados estava justamente a ausência do cofre eletrônico, sistema considerado estratégico para o controle financeiro da loteria estadual. Durante a avaliação, a empresa admitiu não possuir a funcionalidade pronta, afirmando apenas que poderia implementá-la futuramente.

Diante das falhas identificadas, a comissão decidiu pela reprovação da proposta e determinou a continuidade do pregão eletrônico com as demais concorrentes.

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