"quem manda"

Escândalo: Suspeita de Interferência Política no Controle de Pagamentos da Prefeitura

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Um episódio estarrecedor veio à tona nos bastidores políticos da Capital. Uma gerente de empreiteira, responsável por contratos de grande vulto em obras públicas, dirigiu-se à Assembleia Legislativa para cobrar pagamentos atrasados. A denúncia é gravíssima: a ordem dos repasses da Prefeitura não estaria sob responsabilidade da área técnica, mas, sim, sob influência direta de um deputado estadual.

A fala que revela o jogo de poder

Ao ser confrontado, o parlamentar não apenas negou qualquer dívida como teria afirmado que, se houvesse atraso, isso se deveria a “rolo daquele moleque secretário”. Uma declaração que, por si só, já expõe a promiscuidade entre política e administração pública.

O áudio que desmascara os bastidores

A funcionária levou o caso ao secretário municipal citado — profissional com experiência em grandes contratos e campanhas políticas. A pedido dele, gravou um áudio relatando todo o episódio.

Munido da gravação, o secretário exigiu audiência com quem, oficialmente, deveria comandar o Paço Municipal. Inicialmente, a gestora tentou se esquivar, alegando falta de agenda. Só após forte pressão — incluindo ameaça de esperar no estacionamento — aceitou recebê-lo na noite daquele mesmo dia.

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A reação da gestora

Durante a reunião, a gestora chegou a classificar a denúncia como invenção. Mas, diante do áudio apresentado pelo secretário e das próprias palavras ditas por ele na reunião, não conseguiu disfarçar a surpresa. Ao vivo, na cara da “chefa”, o secretário disse que só não deixaria o cargo de imediato para “não dar esse gostinho pra eles”, mas avisou que em dezembro sairia — e que, quando saísse, sairia “atirando”.

O que está em jogo

O caso expõe um cenário alarmante: contratos milionários de empreiteiras, sustentados com recursos públicos, estariam sendo utilizados como moeda de barganha política. A suspeita de que ordens de pagamento são definidas fora da estrutura técnica da Secretaria de Fazenda fere frontalmente os princípios da legalidade, da moralidade e da impessoalidade que deveriam nortear a Administração Pública.

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