Segundo relatos de funcionários da Escola Municipal de Educação Infantil Alba Lucia Spengler dos Santos Pereira, localizada no bairro São Conrado, em Campo Grande, houve uma redução na oferta de merenda escolar para os alunos dos grupos 4 e 5, que durou uma semana sem aviso prévio aos pais ou responsáveis.
Durante esse período, o café da manhã e o lanche foram suspensos, e as refeições foram concentradas em dois horários do dia, às 8h30 e às 14h30.
De acordo com a denúncia enviada ao site TopMídiaNews, a suspensão ocorreu entre os dias 7 e 14 deste mês, mas a diretora da escola teria revertido a decisão após as reclamações dos pais e o relato de funcionários.
A justificativa interna dada pela direção foi que a mudança fazia parte de uma “adaptação” na rotina escolar, tentando alinhar os horários de alimentação com o modelo adotado por escolas de ensino fundamental.
A direção também afirmou que, em situações de maior vulnerabilidade social, seriam distribuídas bolachas às crianças para amenizar a fome.
No entanto, essa alteração causou desconforto entre os alunos, que passaram a reclamar de fome por volta das 10h30, após o horário do café da manhã.
Funcionários relataram que a decisão de suspender as refeições foi questionada por pais e funcionários, e que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) ainda não confirmou oficialmente se essa mudança ocorreu em outras unidades ou se foi uma orientação geral.
A Semed foi procurada pela reportagem e afirmou que não recebeu denúncia oficial sobre a redução na merenda na escola. A secretaria garantiu que prioriza a alimentação adequada e o bem-estar dos alunos, e que todas as ações relacionadas à alimentação escolar seguem as diretrizes de saúde e nutrição.
Além disso, destacou que está avaliando a situação junto à escola e às equipes responsáveis para tomar as providências necessárias. Por fim, a secretaria reforçou que, de acordo com a Superintendência de Alimentação escolar, não houve alterações nos horários das refeições. Essa situação levanta questões importantes sobre a alimentação infantil e a comunicação entre escolas, responsáveis e órgãos públicos, especialmente em um momento em que o bem-estar das crianças deve estar sempre em primeiro lugar.
























